Todo dia que acordo
É mais um que discordo.
O telefone não tocou,
Nenhuma mensagem chegou.
Hoje, meias palavras apenas:
Somente frases pequenas.
Noites de balada
Me parecem cilada
Para beijos e amassos
Que não deixam laços.
Ouço o que você diz
Mas não fico feliz.
Você quer tempo, espaço...
E eu sigo meu passo.
Sem você!
domingo, 14 de novembro de 2010
Razão x Emoção
Tem menos de uma semana, e eu já sinto saudade. Fico entre a razão e a emoção. Minha razão diz pra eu seguir em frente e buscar o novo. Já minha emoção diz que preciso esperar.
Muita coisa já rolou entre nós, tanto boas quantos ruins.
Nossa convicta nudez vai além de meros corpos despidos: é a nudez da alma, onde tudo está às claras. Intimidade construída com o passar dos anos, testada no cotidiano e consolidada no amor.
Muita coisa já rolou entre nós, tanto boas quantos ruins.
Nossa convicta nudez vai além de meros corpos despidos: é a nudez da alma, onde tudo está às claras. Intimidade construída com o passar dos anos, testada no cotidiano e consolidada no amor.
Para dentro de mim
Quando deito, sempre abro a janela pra deixar o ar da noite entrar. Olho o céu, procurando a lua. Conto estrelinhas em vez de carneirinhos.
O vento noturno acalenta meu corpo sonolento.
Os pensamentos girando como catavento.
E o sono me leva para dentro...
De mim.
O vento noturno acalenta meu corpo sonolento.
Os pensamentos girando como catavento.
E o sono me leva para dentro...
De mim.
domingo, 7 de novembro de 2010
O problema é você
Seco amor, tanto quanto seus lábios...
Não consigo mover a pedra imutável do teu querer. É muito pesada para mim sozinho.
As cores começam as desbotar num cinza amargamente familiar.
Cinza... Cinzas... Restos imortais que deixam marcas que o tempo não apaga.
Vá de uma vez! Procure os seus. Anda! Cansei da sua ausência!!!
Enquanto eu lhe puxava para cima, você sequer levantou as mãos...
O problema não sou eu: É VOCÊ!
Não consigo mover a pedra imutável do teu querer. É muito pesada para mim sozinho.
As cores começam as desbotar num cinza amargamente familiar.
Cinza... Cinzas... Restos imortais que deixam marcas que o tempo não apaga.
Vá de uma vez! Procure os seus. Anda! Cansei da sua ausência!!!
Enquanto eu lhe puxava para cima, você sequer levantou as mãos...
O problema não sou eu: É VOCÊ!
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Resgatando
Em que parte do passado você ficou? No desejo ardente do primeiro beijo? Na inocência dos primeiros meses? Sinceramente, não sei.
Venho tentando resgatar o amor de outrora, mas ainda não tive sucesso. Meus argumentos são totalmente nulos diante da sua vontade, pois ela me é alheia.
Dizem que tô exagerando (você mesmo me diz isso), mas você não faz ideia de como é frustrante não ser capaz de fazer você me amar. Não tem noção de como é ter meu toque rejeitado por você.
Enquanto eu subia pra casa, minhas lágrimas desciam e, mesmo ao longe, sei que você as assistiu. Pude ouvir seus pensamentos me chamando de louco...
Você faz minha fortaleza desabar outra vez.
Venho tentando resgatar o amor de outrora, mas ainda não tive sucesso. Meus argumentos são totalmente nulos diante da sua vontade, pois ela me é alheia.
Dizem que tô exagerando (você mesmo me diz isso), mas você não faz ideia de como é frustrante não ser capaz de fazer você me amar. Não tem noção de como é ter meu toque rejeitado por você.
Enquanto eu subia pra casa, minhas lágrimas desciam e, mesmo ao longe, sei que você as assistiu. Pude ouvir seus pensamentos me chamando de louco...
Você faz minha fortaleza desabar outra vez.
Amor poliglota
Quero ser idiota
Num amor poliglota.
Repleto de línguas,
Escasso de mínguas.
Reciprocidade,
Amor de verdade,
Memórias marcantes
E corpos falantes.
Dialetos profanos
Que, debaixo dos panos,
Se tornam sagrados
Aos enamorados.
domingo, 30 de maio de 2010
Demian
Não creio ser um homem que saiba. Tenho sido sempre
como a vida de todos os homens que já não querem mais mentir a si mesmos.
(Texto de Hermann Hesse)
um homem que busca,
mas já não busco mais nas estrelas e nos livros: começo a ouvir os ensinamentos quemeu sangue murmura em mim.
Não é agradável aminha história;
não é suave e harmoniosa como as histórias inventadas; sabea insensatez e
a confusão,
a loucura
e o sonho,como a vida de todos os homens que já não querem mais mentir a si mesmos.
(Texto de Hermann Hesse)
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Adriano
Adriano. Do latim: o de pele morena. Pensando bem, faz jus ao que você é. Mas, quem você é? Auto-definição você não sabe fazer. Aliás, definição nenhuma. Nem rótulos.
Os motes de sua vida? "Não sei!" e "Como assim?"
Pensamentos mil e a mil. Quando eles saem na sua boca, viras tagarela. E quando não saem, viras teimoso! Alguém já lhe chamou de metódico?
Generoso em gestos, não pode ver uma roupa na loja, pois lembra-se imediatamente de alguém da sua família.
Ah, sua família... Seu amor incondicional por eles é o motor que lhe impulsiona a seguir na vida com coragem e determinação, e é um exemplo a ser seguido. Mas também há espaço para a família de amigos, a família do trabalho, da faculdade...
Adriano, Diano, Driano, Drico, Dri... Definir você? Não sei!
Alguém se habilita?
Os motes de sua vida? "Não sei!" e "Como assim?"
Pensamentos mil e a mil. Quando eles saem na sua boca, viras tagarela. E quando não saem, viras teimoso! Alguém já lhe chamou de metódico?
Generoso em gestos, não pode ver uma roupa na loja, pois lembra-se imediatamente de alguém da sua família.
Ah, sua família... Seu amor incondicional por eles é o motor que lhe impulsiona a seguir na vida com coragem e determinação, e é um exemplo a ser seguido. Mas também há espaço para a família de amigos, a família do trabalho, da faculdade...
Adriano, Diano, Driano, Drico, Dri... Definir você? Não sei!
Alguém se habilita?
Quando voltarmos
Vou deixar a dúvida no ar,
Vou deixar você me procurar.
Vou deixar o tempo correr,
Vou deixar você entender.
E quando, denovo, voltarmos a ser
Um só coração, num só bater,
Faremos da vida um belo lugar
Sem medo, sem dor; enfim, nos amar.
Vou deixar você me procurar.
Vou deixar o tempo correr,
Vou deixar você entender.
E quando, denovo, voltarmos a ser
Um só coração, num só bater,
Faremos da vida um belo lugar
Sem medo, sem dor; enfim, nos amar.
Linhas de amor
Com linhas na mão e amor no coração, teceste minha vida, teceste meu eu. E tudo o que tenho, foi você quem me deu.
Essa é minha singela homenagem à minha querida mãe, que mesmo não aceitando tudo o que sou, não mede esforços pra continuar me amando.
Essa é minha singela homenagem à minha querida mãe, que mesmo não aceitando tudo o que sou, não mede esforços pra continuar me amando.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Fogueira
A fogueira aquece os corações solitários numa praia branca, sob a noite fria. Seu calor penetra a pele. Seu odor perfuma todos a sua volta, até o dia amanhecer.
Mas, e na noite seguinte? Será possível reacender a chama da noite anterior?
Acho que não, pois o fogo consumiu tudo. E tudo agora são cinzas.
É preciso pegar madeira e reconstruir tudo novamente... E incendiarmos tudo outra vez.
Mas, e na noite seguinte? Será possível reacender a chama da noite anterior?
Acho que não, pois o fogo consumiu tudo. E tudo agora são cinzas.
É preciso pegar madeira e reconstruir tudo novamente... E incendiarmos tudo outra vez.
domingo, 18 de abril de 2010
O que tá acontecendo?
Na quinta-feira,
Sua imagem na cabeça e um susto na madrugada.
Um fim de semana de muita febre e garganta inflamada.
O que deveria estar em você, acabou em mim,
Como se eu mesmo me tivesse atraído esse fim.
A chuva anunciada, finalmente, se avizinha,
Trazendo de volta a tormenta minha.
E adormeci...
Meus olhos se cerraram por um instante. Vi-me tropeçando. Acordei de súbito, como se um sentinela vigiasse meu sono e me ordenasse acordar. Projeções de um futuro não muito distante batem a porta, prenunciando fatos que já me parecem tão corriqueiros. Vivo o amanhã nos dias de hoje.
Sua imagem na cabeça e um susto na madrugada.
Um fim de semana de muita febre e garganta inflamada.
O que deveria estar em você, acabou em mim,
Como se eu mesmo me tivesse atraído esse fim.
A chuva anunciada, finalmente, se avizinha,
Trazendo de volta a tormenta minha.
E adormeci...
Meus olhos se cerraram por um instante. Vi-me tropeçando. Acordei de súbito, como se um sentinela vigiasse meu sono e me ordenasse acordar. Projeções de um futuro não muito distante batem a porta, prenunciando fatos que já me parecem tão corriqueiros. Vivo o amanhã nos dias de hoje.
Uma balada
Pessoas bonitas. Pessoas lindas. Pessoas espetaculares...
Seis lábios diferentes e sem nome. E um deles percorreu o meu corpo naquela noite. Na verdade, já era a manhã de um domingo.
Exalava maturidade, cumplicidade, sofisticação. Senti muito zelo em cada toque. Uma ternura sem igual. Sua respiração guiava meu instinto mais carnal: o prazer. Perdi meu medo. Esqueci minha história... O que tinha de mais importante naquele momento eram as linhas que delimitavam a cama.
E mesmo percorrendo ruas, bares e esquinas, o que mais desejo está a distância de um telefonema.
Seis lábios diferentes e sem nome. E um deles percorreu o meu corpo naquela noite. Na verdade, já era a manhã de um domingo.
Exalava maturidade, cumplicidade, sofisticação. Senti muito zelo em cada toque. Uma ternura sem igual. Sua respiração guiava meu instinto mais carnal: o prazer. Perdi meu medo. Esqueci minha história... O que tinha de mais importante naquele momento eram as linhas que delimitavam a cama.
E mesmo percorrendo ruas, bares e esquinas, o que mais desejo está a distância de um telefonema.
domingo, 21 de março de 2010
Promessas
Ao fechar os olhos, um estranho brilho verde me iluminou as vistas. Sinal de esperança, talvez.
"Não há porque chorar por um amor que já morreu", dizia-me uma música que conheço tão bem. Mas será mesmo que morreu? E se morreu, já foi enterrado? Digo isso, pois depois que a terra cobre, não há mais volta. E lá embaixo, decompõe-se, definha-se e fede.
Amores perdidos, decepções, devaneios. Minhas palavras são melancólicas, eu sei. Mas não as acho tão exageradas assim. Sou um homem que ama e que continua a amar.
Por que? Porque são promessas que fiz a mim mesmo. Algumas eu já cumpri. Outras, ainda não. Mas a maior delas, e a mais audaciosa, é colocar-lhe na realeza. Vestir-lhe de púrpura e cobrir-lhe de jóias.
Todos os dias, essa promessa me cobra atenção. Manda-me crescer, lutar e guardar o espaço onde ficará seu trono.
O espaço já existe. Tens lugar cativo nele.
Em meu coração.
"Não há porque chorar por um amor que já morreu", dizia-me uma música que conheço tão bem. Mas será mesmo que morreu? E se morreu, já foi enterrado? Digo isso, pois depois que a terra cobre, não há mais volta. E lá embaixo, decompõe-se, definha-se e fede.
Amores perdidos, decepções, devaneios. Minhas palavras são melancólicas, eu sei. Mas não as acho tão exageradas assim. Sou um homem que ama e que continua a amar.
Por que? Porque são promessas que fiz a mim mesmo. Algumas eu já cumpri. Outras, ainda não. Mas a maior delas, e a mais audaciosa, é colocar-lhe na realeza. Vestir-lhe de púrpura e cobrir-lhe de jóias.
Todos os dias, essa promessa me cobra atenção. Manda-me crescer, lutar e guardar o espaço onde ficará seu trono.
O espaço já existe. Tens lugar cativo nele.
Em meu coração.
Rotina
Quero o afago da tua mão pela manhã.
Sentir seu hálito matinal
E ouvir sua voz, ainda rouca, me despertando.
Quero a sinfonia de xícaras e colheres em nosso café.
A mesa suja de pão, bolo,
Biscoitinhos e beijinhos.
Ao chegar no escritório,
Quero te ligar e lhe desejar
Um bom trabalho.
Perto do meio-dia,
Quero saber onde vamos almoçar:
Se num self-service, fast food ou rodízio qualquer.
No fim do expediente,
Quero sua dúvida sobre o itinerário
Que iremos tomar.
Em casa, quero a batucada das panelas do jantar,
A louça na pia para ser lavada
E um banho gostoso para ninar.
E na manhã seguinte,
Quero o afago da tua mão...
Sentir seu hálito matinal
E ouvir sua voz, ainda rouca, me despertando.
Quero a sinfonia de xícaras e colheres em nosso café.
A mesa suja de pão, bolo,
Biscoitinhos e beijinhos.
Ao chegar no escritório,
Quero te ligar e lhe desejar
Um bom trabalho.
Perto do meio-dia,
Quero saber onde vamos almoçar:
Se num self-service, fast food ou rodízio qualquer.
No fim do expediente,
Quero sua dúvida sobre o itinerário
Que iremos tomar.
Em casa, quero a batucada das panelas do jantar,
A louça na pia para ser lavada
E um banho gostoso para ninar.
E na manhã seguinte,
Quero o afago da tua mão...
terça-feira, 16 de março de 2010
Passagem do tempo
Começou numa terça, a conversa saudosa.
Eu, na rua, na chuva, imagem penosa.
Meu prato não tinha mais nenhum sabor.
Assim, eu o era pra ti: sem valor.
Subi de asas negras a visitar Teresa
E desci à orla procurando mesa.
Festejei a vida de pessoa amada
E você fervendo na batucada.
No sol de Ipanema, olhei para o mar.
O vento, o seu nome, a sussurrar.
Naveguei ao encontro da Ilha do Amor,
Pedindo forças contra minha dor.
"Idas e vindas do amor" em cartaz,
O sentimento de outrora me é tão fugaz.
Amigos reunidos, minha salvação,
Brindando a minha vida, em oração.
São João, meu xará, procurei seu altar.
Em vão, admito, não achei o lugar.
À orla voltei, novos rostos a ver.
Foge-me o medo de não mais lhe ter.
No teatro, a luz ilumina o ator.
Na rua, novos rumos para o meu amor.
Eu, na rua, na chuva, imagem penosa.
Meu prato não tinha mais nenhum sabor.
Assim, eu o era pra ti: sem valor.
Subi de asas negras a visitar Teresa
E desci à orla procurando mesa.
Festejei a vida de pessoa amada
E você fervendo na batucada.
No sol de Ipanema, olhei para o mar.
O vento, o seu nome, a sussurrar.
Naveguei ao encontro da Ilha do Amor,
Pedindo forças contra minha dor.
"Idas e vindas do amor" em cartaz,
O sentimento de outrora me é tão fugaz.
Amigos reunidos, minha salvação,
Brindando a minha vida, em oração.
São João, meu xará, procurei seu altar.
Em vão, admito, não achei o lugar.
À orla voltei, novos rostos a ver.
Foge-me o medo de não mais lhe ter.
No teatro, a luz ilumina o ator.
Na rua, novos rumos para o meu amor.
domingo, 14 de março de 2010
De você
De você, espero desprezo e indiferença.
De você, incerteza, desconfiança.
Amor não correspondido,
Felicidade não compartilhada.
Pensamentos não convergentes,
Vidas separadas.
Não, não e não.
Negação após negação.
Você não responde,
Ele não entende,
Eu não aceito.
Você não me aceita,
Ele não se importa,
Eu não mudo...
Mudo, por não ter palavras.
Cego, por não ver nada além de ti.
Surdo, para a voz do insucesso.
Mas, ainda assim, ávido por você.
De você, incerteza, desconfiança.
Amor não correspondido,
Felicidade não compartilhada.
Pensamentos não convergentes,
Vidas separadas.
Não, não e não.
Negação após negação.
Você não responde,
Ele não entende,
Eu não aceito.
Você não me aceita,
Ele não se importa,
Eu não mudo...
Mudo, por não ter palavras.
Cego, por não ver nada além de ti.
Surdo, para a voz do insucesso.
Mas, ainda assim, ávido por você.
Pela janela
Pela abertura da janela, o vento entrou. Inesperado como um raio, cortou o céu, rasgou a noite.
Vento... ar em movimento. Elemento de seu signo. Soprou, balançando a cortina. Desfazendo meus cabelos, despertando-me de meu leve sono. Na solidão da madrugada, teus olhos me alcançam. Talvez, por causa da mensagem, ainda sem resposta, que lhe enviei antes de deitar.
Que tolice a minha! Como uma única pessoa, a qual sempre existiu sem mim, e eu sem ela, pode me causar tanta nostalgia?!
Antes, cada um era si mesmo. Mundos individuais, histórias independentes. Os dois viraram um só. Um corpo, um pensamento. Crescemos um no outro. Éramos mestre e aprendiz. Dividiamos o espaço e o tempo. E também o mesmo leito.
Agora, fico eu aqui, revirando-me em minha cama.
Vento... ar em movimento. Elemento de seu signo. Soprou, balançando a cortina. Desfazendo meus cabelos, despertando-me de meu leve sono. Na solidão da madrugada, teus olhos me alcançam. Talvez, por causa da mensagem, ainda sem resposta, que lhe enviei antes de deitar.
Que tolice a minha! Como uma única pessoa, a qual sempre existiu sem mim, e eu sem ela, pode me causar tanta nostalgia?!
Antes, cada um era si mesmo. Mundos individuais, histórias independentes. Os dois viraram um só. Um corpo, um pensamento. Crescemos um no outro. Éramos mestre e aprendiz. Dividiamos o espaço e o tempo. E também o mesmo leito.
Agora, fico eu aqui, revirando-me em minha cama.
domingo, 7 de março de 2010
Lado P
Para aquele que me deu inspiração, seus olhares mais sinceros, os abraços mais gostosos, beijos inesquecíveis. Para aquele que foi dono das minhas risadas, dos meus planos, dos meus sonhos, das minhas madrugadas. Ao cara do meu primeiro "te amo", aquele que me fez pensar puramente nos pensamentos mais impuros.
Ele... A risada mais gostosa, os cachos mais lindos, o cheiro original. Dono da coberta que presenciou nosso afeto, dono de inúmeros corações repletos de textos sentimentais. Aquele que me ensinou a sentir sem ter medo. Ele, que me fez as mais lindas juras de amor. Aquele que me fez sentir completa, que viu em mim o que ninguém mais viu e, mesmo assim, quis ficar do meu lado. O dono do meu sentimento à primeira vista. Meu confidente, companheiro.
"Queria dormir com você pra saber que vou acordar e te ver..."(1) Para aquele das aventuras e da mais perto distância. Aquele que me tirava do sério, mas que com um gesto me roubava de volta pra si. Para aquele com quem mais gastei tinta escrevendo inúmeras cartas. O meu final e o meu começo.
Se eu soubesse que seria assim, teria aproveitado muito mais cada segundo ao seu lado. Mas tenho certeza de que nada foi em vão. Afinal, "no meio de tanta gente, eu encontrei você, entre tanta gente chata e sem nenhuma graça, você veio..."(2)
Espero que tenha me tornado a maravilhosa lembrança que você é para mim. E, pelo menos, nas nossas lembranças, o nosso amor nunca vai ter um fim.
(O texto acima é de autoria de J. Martinelli [http://www.youtube.com/user/Jeemartinelli], o qual ela encaixou na música "Os outros", do cantor e compositor Leoni [http://www.youtube.com/user/Jeemartinelli#p/a/u/1/zXaEtmGEmcI].
Fiz algumas correções ortográficas, mas nada que alterasse a essência dessa belissíma dedicatória.)
(1) Não achei a autoria dessa citação.
(2) Citação de Marisa Monte, em "Não vá embora".
Ele... A risada mais gostosa, os cachos mais lindos, o cheiro original. Dono da coberta que presenciou nosso afeto, dono de inúmeros corações repletos de textos sentimentais. Aquele que me ensinou a sentir sem ter medo. Ele, que me fez as mais lindas juras de amor. Aquele que me fez sentir completa, que viu em mim o que ninguém mais viu e, mesmo assim, quis ficar do meu lado. O dono do meu sentimento à primeira vista. Meu confidente, companheiro.
"Queria dormir com você pra saber que vou acordar e te ver..."(1) Para aquele das aventuras e da mais perto distância. Aquele que me tirava do sério, mas que com um gesto me roubava de volta pra si. Para aquele com quem mais gastei tinta escrevendo inúmeras cartas. O meu final e o meu começo.
Se eu soubesse que seria assim, teria aproveitado muito mais cada segundo ao seu lado. Mas tenho certeza de que nada foi em vão. Afinal, "no meio de tanta gente, eu encontrei você, entre tanta gente chata e sem nenhuma graça, você veio..."(2)
Espero que tenha me tornado a maravilhosa lembrança que você é para mim. E, pelo menos, nas nossas lembranças, o nosso amor nunca vai ter um fim.
(O texto acima é de autoria de J. Martinelli [http://www.youtube.com/user/Jeemartinelli], o qual ela encaixou na música "Os outros", do cantor e compositor Leoni [http://www.youtube.com/user/Jeemartinelli#p/a/u/1/zXaEtmGEmcI].
Fiz algumas correções ortográficas, mas nada que alterasse a essência dessa belissíma dedicatória.)
(1) Não achei a autoria dessa citação.
(2) Citação de Marisa Monte, em "Não vá embora".
Três meses
16 de outubro de 2006 - 02:39 - A MENSAGEM
Só queria te dizer que quero você do meu lado por mais muitos e muitos meses, pois quero continuar sendo feliz do seu lado, realizando meus sonhos, assistindo a realização dos seus e concretizando os nossos. Esses três poucos meses foram maravilhosos pra mim e acredito que pra você também foi, pois tudo entre nós é recíproco, é dividido, é mútuo, é verdadeiro. Obrigado por estar sempre ao meu lado, nos momentos de alegria ou dificuldade. Te amo! E escrevendo essas palavras, meu coração não aguenta e transborda em forma de lágrimas. Peço desculpas por ser chato às vezes, ou por agir de alguma forma que te incomode, te magoe, sei lá. Quero que sua família seja muito feliz, assim como quero a minha também. Muitos beijos e abraços. Agora vou dormir, porque já são 02:35 e você pediu pra eu dormir cedo.
16 de outubro de 2006 - 22:20 - A RESPOSTA
Você não toma jeito, né? Só dorme tarde, não come direito, não estuda... Mas é desse jeito que você me encantou e me encanta ainda. Todos os dias têm sido como o primeiro, o mesmo desejo intenso e a mesma paixão sem medidas. Hoje eu sei que nossos corações se completam em total harmonia e se entregam sem medos um ao outro. Eu também sou chato com você às vezes, mas é porque me preocupo com você, com sua escola, trabalho, família, ou seja, com tudo que lhe é importante. Faço isso porque sei que você tem um potencial incrível, mesmo que algumas pessoas não vejam. Eu enxergo dentro de você e você também enxerga tudo em mim. Amo o seu olhar, amo viver com você, amo o que você faz comigo e por mim. Amo amar você, meu bebê! Fica com Deus!
Só queria te dizer que quero você do meu lado por mais muitos e muitos meses, pois quero continuar sendo feliz do seu lado, realizando meus sonhos, assistindo a realização dos seus e concretizando os nossos. Esses três poucos meses foram maravilhosos pra mim e acredito que pra você também foi, pois tudo entre nós é recíproco, é dividido, é mútuo, é verdadeiro. Obrigado por estar sempre ao meu lado, nos momentos de alegria ou dificuldade. Te amo! E escrevendo essas palavras, meu coração não aguenta e transborda em forma de lágrimas. Peço desculpas por ser chato às vezes, ou por agir de alguma forma que te incomode, te magoe, sei lá. Quero que sua família seja muito feliz, assim como quero a minha também. Muitos beijos e abraços. Agora vou dormir, porque já são 02:35 e você pediu pra eu dormir cedo.
16 de outubro de 2006 - 22:20 - A RESPOSTA
Você não toma jeito, né? Só dorme tarde, não come direito, não estuda... Mas é desse jeito que você me encantou e me encanta ainda. Todos os dias têm sido como o primeiro, o mesmo desejo intenso e a mesma paixão sem medidas. Hoje eu sei que nossos corações se completam em total harmonia e se entregam sem medos um ao outro. Eu também sou chato com você às vezes, mas é porque me preocupo com você, com sua escola, trabalho, família, ou seja, com tudo que lhe é importante. Faço isso porque sei que você tem um potencial incrível, mesmo que algumas pessoas não vejam. Eu enxergo dentro de você e você também enxerga tudo em mim. Amo o seu olhar, amo viver com você, amo o que você faz comigo e por mim. Amo amar você, meu bebê! Fica com Deus!
Um mês
14 de agosto de 2006 - 02:56 - A MENSAGEM
Hoje faz um mês que você apareceu na minha vida. Ou melhor, que eu te encontrei, te descobri. Fico feliz em saber que ainda temos o resto de nossas vidas (que, com a graça de Deus, será longa e feliz) pra nos amarmos. Obrigado por você existir, não só aqui fora, neste mundo, mas também dentro de mim... (não consigo mais falar!). Só falta sua boca aqui próxima à minha para que, com um beijo, possamos unir nossos corpos e nossas almas.
14 de agosto de 2006 - 23:34 - A RESPOSTA
Um mês... e parece que te conheço há uma vida inteira. Na verdade, você é o ideal de pessoa que sonhei pra mim. Muito mais do que amante, você tem sido meu companheiro. Tem feito dos meus problemas e tristezas seus também. E melhor do que isso, tem trazido alegria a um cara que não procurava o amor. Mas o amor acabou se encostando, tão doce e tão suave quanto a brisa e, ao mesmo tempo, tão quente e tão desejável quanto os seus beijos. Todos os dias, desde que te conheci, quando acordo, quando deito e durante todo o meu dia, o brilho dos teus olhos alcança minha mente, trazendo a saudade do teu corpo e a certeza de que cada encontro nosso será como o primeiro. Agradeço a Deus todos os dias que tive e que terei com você, pois foi você que escolhi para viver a eternidade comigo.
Hoje faz um mês que você apareceu na minha vida. Ou melhor, que eu te encontrei, te descobri. Fico feliz em saber que ainda temos o resto de nossas vidas (que, com a graça de Deus, será longa e feliz) pra nos amarmos. Obrigado por você existir, não só aqui fora, neste mundo, mas também dentro de mim... (não consigo mais falar!). Só falta sua boca aqui próxima à minha para que, com um beijo, possamos unir nossos corpos e nossas almas.
14 de agosto de 2006 - 23:34 - A RESPOSTA
Um mês... e parece que te conheço há uma vida inteira. Na verdade, você é o ideal de pessoa que sonhei pra mim. Muito mais do que amante, você tem sido meu companheiro. Tem feito dos meus problemas e tristezas seus também. E melhor do que isso, tem trazido alegria a um cara que não procurava o amor. Mas o amor acabou se encostando, tão doce e tão suave quanto a brisa e, ao mesmo tempo, tão quente e tão desejável quanto os seus beijos. Todos os dias, desde que te conheci, quando acordo, quando deito e durante todo o meu dia, o brilho dos teus olhos alcança minha mente, trazendo a saudade do teu corpo e a certeza de que cada encontro nosso será como o primeiro. Agradeço a Deus todos os dias que tive e que terei com você, pois foi você que escolhi para viver a eternidade comigo.
Dois velhinhos
Vi dois velhinhos hoje. Estava chovendo forte e ambos andavam sob o mesmo guarda-chuva. Seus passos seguiam no mesmo ritmo e, por vezes, eram idênticos.
Perguntei a mim mesmo: "Há quantos anos eles devem estar juntos?". Pareciam ter uma cumplicidade que independia de palavras, gestos ou olhares. Já estava na pele, na respiração. Pensei: "É um amor assim que quero pra mim!"
E eu, igualmente sob a chuva, ouvia músicas que me remetiam ao meu feliz passado. Canções que aprendi a gostar. Letras e melodias que tomavam forma, e pareciam com você. Na verdade, elas são você! São sua essência, seu mote.
A verdade tem sido uma ilusão pra mim. As lágrimas turvam minha visão, mas não caem. Meu corpo chama o nome do teu.
E por mais brega que seja meu intento, escolhi você pra viver a eternidade comigo. Por isso, tenho medo de deixar você partir, pois não aprendi a te amar. Te amei desde o início.
Perguntei a mim mesmo: "Há quantos anos eles devem estar juntos?". Pareciam ter uma cumplicidade que independia de palavras, gestos ou olhares. Já estava na pele, na respiração. Pensei: "É um amor assim que quero pra mim!"
E eu, igualmente sob a chuva, ouvia músicas que me remetiam ao meu feliz passado. Canções que aprendi a gostar. Letras e melodias que tomavam forma, e pareciam com você. Na verdade, elas são você! São sua essência, seu mote.
A verdade tem sido uma ilusão pra mim. As lágrimas turvam minha visão, mas não caem. Meu corpo chama o nome do teu.
E por mais brega que seja meu intento, escolhi você pra viver a eternidade comigo. Por isso, tenho medo de deixar você partir, pois não aprendi a te amar. Te amei desde o início.
terça-feira, 2 de março de 2010
Protesto pelo amor
- Amiga, olha o que ele me disse: “Você é o amor da minha vida! Quero viver contigo pra sempre!”
- Sério? E o que você falou?
- Não falei nada! Ai, amiga... Não dá! Pra sempre é muito tempo!
Cansei de ouvir frases do tipo: “Ah tenho mais é que aproveitar!”, “Eu vou ficar velho e não terei aproveitado nada!”, “Quero ter vários amores na minha vida!”.
Há pessoas que ainda não se deram conta de que o tempo passará, a beleza findará e nada restará, a não ser lembranças. Mas como alguém pode trocar o certo pelo duvidoso?
É claro que é ótimo essa coisa de pele, de sentir o cheiro de outra pessoa, sentir o calor, as mãos passando pelas costas, pernas e por lugares, obviamente, mais interessantes. E onde fica o amor nisso tudo?
Os mais liberais dirão que amores e desamores vêm e vão. Falem por si só! Pois meu amor não é uma peça de roupa, a qual eu tiro de uma pessoa e coloco em outra com tanta facilidade.
Embora meu modo de vida seja moderno (e impróprio, na opinião de alguns), ainda acredito naquele amor que nos faz rir quando está perto, e chorar quando está longe. Aquele amor que cresce com o tempo e que teima em nos deixar quando termina.
Por isso, deixo aqui meu protesto no mundo cibernético, com traços de luto e de esperança ao mesmo tempo!
- Sério? E o que você falou?
- Não falei nada! Ai, amiga... Não dá! Pra sempre é muito tempo!
Cansei de ouvir frases do tipo: “Ah tenho mais é que aproveitar!”, “Eu vou ficar velho e não terei aproveitado nada!”, “Quero ter vários amores na minha vida!”.
Há pessoas que ainda não se deram conta de que o tempo passará, a beleza findará e nada restará, a não ser lembranças. Mas como alguém pode trocar o certo pelo duvidoso?
É claro que é ótimo essa coisa de pele, de sentir o cheiro de outra pessoa, sentir o calor, as mãos passando pelas costas, pernas e por lugares, obviamente, mais interessantes. E onde fica o amor nisso tudo?
Os mais liberais dirão que amores e desamores vêm e vão. Falem por si só! Pois meu amor não é uma peça de roupa, a qual eu tiro de uma pessoa e coloco em outra com tanta facilidade.
Embora meu modo de vida seja moderno (e impróprio, na opinião de alguns), ainda acredito naquele amor que nos faz rir quando está perto, e chorar quando está longe. Aquele amor que cresce com o tempo e que teima em nos deixar quando termina.
Por isso, deixo aqui meu protesto no mundo cibernético, com traços de luto e de esperança ao mesmo tempo!
Começou assim
O primeiro papo foi no MSN, a altas horas. Um papo tímido e incerto, mas repleto de curiosidade. Várias perguntas, várias questões, várias novidades.
O primeiro telefonema, na tarde seguinte, foi muito engraçado. Sua voz, um pouco infantil, me fez pensar: “Nossa, que voz de criança!”, mas mesmo assim, era uma voz doce e confiável, daquelas que você quer ouvir sempre.
No mesmo dia, o primeiro encontro. Meu coração estava nervoso! Eu não sabia nem o que falar. Enquanto esperávamos o elevador, eu torcia para que o mesmo estivesse vazio. E estava!
Ali, o primeiro beijo. Um pouco desajustado, confesso. No entanto, nesse simples juntar de lábios, pude sentir algo mágico que estava por vir.
Morando no mesmo bairro, viemos embora juntos. Conheci sua casa pela primeira vez. Estávamos sós na cozinha. E lá, um beijo mais longo e caliente.
No dia seguinte, o primeiro encontro de nossos corpos seminus. Mais do que beijos e amassos, vi em seus olhos o que vejo até hoje: desejo. E talvez tenha sido por causa deles que nunca consegui me desvencilhar de você.
Dali a poucos minutos, estávamos sentados. Você entre minhas pernas, com a cabeça apoiada em meu peito. Cheguei em seus ouvidos e perguntei: “Quer namorar comigo?”. Para nossa felicidade, você disse sim.
E foi assim que tudo começou.
O primeiro telefonema, na tarde seguinte, foi muito engraçado. Sua voz, um pouco infantil, me fez pensar: “Nossa, que voz de criança!”, mas mesmo assim, era uma voz doce e confiável, daquelas que você quer ouvir sempre.
No mesmo dia, o primeiro encontro. Meu coração estava nervoso! Eu não sabia nem o que falar. Enquanto esperávamos o elevador, eu torcia para que o mesmo estivesse vazio. E estava!
Ali, o primeiro beijo. Um pouco desajustado, confesso. No entanto, nesse simples juntar de lábios, pude sentir algo mágico que estava por vir.
Morando no mesmo bairro, viemos embora juntos. Conheci sua casa pela primeira vez. Estávamos sós na cozinha. E lá, um beijo mais longo e caliente.
No dia seguinte, o primeiro encontro de nossos corpos seminus. Mais do que beijos e amassos, vi em seus olhos o que vejo até hoje: desejo. E talvez tenha sido por causa deles que nunca consegui me desvencilhar de você.
Dali a poucos minutos, estávamos sentados. Você entre minhas pernas, com a cabeça apoiada em meu peito. Cheguei em seus ouvidos e perguntei: “Quer namorar comigo?”. Para nossa felicidade, você disse sim.
E foi assim que tudo começou.
Noite de chuva
- O que somos hoje?
- Não sei.
- Não sei? Acho que a essa altura dos acontecimentos, você já deveria ser capaz de assumir uma posição. Tem medo de me machucar?
- Talvez.
- Novamente, a incerteza.
- Olha, por enquanto, acho melhor não nos vermos. Quem sabe, no futuro, sejamos amigos e...
- Suponhamos que sejamos amigos hoje. E embora meu amor por você não lhe faça me amar, como eu poderia lhe deixar na chuva, sabendo que você mora a poucos minutos de mim? Seria muita falta de cortesia.
- Agradeço sua preocupação.
- Disponha. Sabe que não consigo evitar.
- É, eu sei. Mas você sabe muito bem que meu namorado não iria gostar.
- Só se você contar. Além do mais, o que fizemos de errado?
- Nada.
- Pois é. Nada!
- Sim, mas sinto como se estivesse o traindo. Você me entende, né?
- Claro, sempre entendo seu lado. Aliás, foi por te entender tão bem que não me importei em você ter ido conversar com ele. Sinceramente, pensei que esse seu desabafo com ele pudesse lhe ajudar a ficar bem e nos ajudar em nossa relação.
- Você estava com outros planos, nos quais eu não me sentia estar presente. Não que fosse culpa sua, mas acho que ainda não posso assumir algo tão importante assim. Preciso aproveitar a vida enquanto eu posso!
- É... a aventura do novo, do desconhecido, sempre lhe encheu os olhos. No entanto, eu não tenho nada de interessante e inovador pra lhe oferecer, a não ser uma relação estável e duradoura. Luzes, cores, imagens, brilho: tudo isso eu sei que ele pode lhe mostrar. Não que isso seja mal. Fui seu 1º namorado. Seria muito injusto lhe privar de outras experiências.
- Obrigado pela sua compreensão. Não quis fazer nenhuma injustiça com você. Foi por isso que usei toda a franqueza que pude reunir, para que nosso término não fosse traumático.
- E eu agradeço esse seu gesto nobre. Mas você sabe que boa parte da minha felicidade está em você, né? E que eu gostaria muito que nossas vidas se juntassem outra vez, né?
- Não vamos forçar nada. Se tivermos que ficar juntos, ficaremos. Não duvide!
- Não sei.
- Não sei? Acho que a essa altura dos acontecimentos, você já deveria ser capaz de assumir uma posição. Tem medo de me machucar?
- Talvez.
- Novamente, a incerteza.
- Olha, por enquanto, acho melhor não nos vermos. Quem sabe, no futuro, sejamos amigos e...
- Suponhamos que sejamos amigos hoje. E embora meu amor por você não lhe faça me amar, como eu poderia lhe deixar na chuva, sabendo que você mora a poucos minutos de mim? Seria muita falta de cortesia.
- Agradeço sua preocupação.
- Disponha. Sabe que não consigo evitar.
- É, eu sei. Mas você sabe muito bem que meu namorado não iria gostar.
- Só se você contar. Além do mais, o que fizemos de errado?
- Nada.
- Pois é. Nada!
- Sim, mas sinto como se estivesse o traindo. Você me entende, né?
- Claro, sempre entendo seu lado. Aliás, foi por te entender tão bem que não me importei em você ter ido conversar com ele. Sinceramente, pensei que esse seu desabafo com ele pudesse lhe ajudar a ficar bem e nos ajudar em nossa relação.
- Você estava com outros planos, nos quais eu não me sentia estar presente. Não que fosse culpa sua, mas acho que ainda não posso assumir algo tão importante assim. Preciso aproveitar a vida enquanto eu posso!
- É... a aventura do novo, do desconhecido, sempre lhe encheu os olhos. No entanto, eu não tenho nada de interessante e inovador pra lhe oferecer, a não ser uma relação estável e duradoura. Luzes, cores, imagens, brilho: tudo isso eu sei que ele pode lhe mostrar. Não que isso seja mal. Fui seu 1º namorado. Seria muito injusto lhe privar de outras experiências.
- Obrigado pela sua compreensão. Não quis fazer nenhuma injustiça com você. Foi por isso que usei toda a franqueza que pude reunir, para que nosso término não fosse traumático.
- E eu agradeço esse seu gesto nobre. Mas você sabe que boa parte da minha felicidade está em você, né? E que eu gostaria muito que nossas vidas se juntassem outra vez, né?
- Não vamos forçar nada. Se tivermos que ficar juntos, ficaremos. Não duvide!
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Sono
Às vesperas de seus 26 anos, ele escreve. Escreve porque só assim consegue se expressar. Escreve porque a escrita lhe protege da realidade. Escreve para não viver as próprias verdades.
Reflete sobre o anos idos. Assiste o presente sem o controle-remoto nas mãos. Receia o futuro.
Nunca tinha visto nuvens tão densas. Jamais tinha ouvido trovões tão alucinantes.
Seu grito de dor está preso na garganta, comprimindo suas amídalas. Um gosto amargo escorre por dentro e para fora de si.
Não vê mais cores. O calor é um visitante fugaz. O inverno, um companheiro voraz.
Em seu sono, permanece imóvel, aguardando o dia raiar.
Pássaro-bebê
Numa aldeia distante, vivia um velho ancião muito sábio. Seu nome era Mestre Lux, e sempre recebia visitantes ansiosos por suas palavras de sabedoria.
Alebion, um jovem rapaz dessa aldeia, foi até a casa de Mestre Lux, muito triste e sem motivos para sorrir.
- Meu filho, por que choras?
- Ah, mestre... Não vejo beleza na vida, não vejo razão alguma na existência!
- Pequeno Alebion, você ainda é muito jovem. Não tem porque se preocupar com um assunto tão profundo. Faça o seguinte: vá até a floresta e capture um pássaro-bebê.
- Mas mestre! Nem falei tudo o que queria lhe falar...
- Nem precisa. Vá e depois venha me mostrar seu pássaro.
Alebion fez o que Mestre Lux lhe aconselhara. Desceu a colina em direção à floresta, próxima ao rio Vänskap. Após adentrar à mata, seus sentidos estavam atentos a qualquer movimento... Até que ele avistou vários ninhos, em diversas copas. Subiu em muitos galhos, mas não se encantava por nenhuma ave.
Depois de algum tempo, e exausto pela procura, Alebion avistou um pássaro-bebê caído em um arbusto. Rapidamente, correu ao seu encontro e o retirou dos galhos que o prendiam. Alebion estava maravilhado com essa ave. Ele sabia que ela não era a mais bela, mas sabia que tinha encontrado a ave certa.
Sorridente e empolgado com seu pássaro-bebê, Alebion voltou à casa de Mestre Lux.
- Mestre Lux! Mestre Lux! Olha que lindo pássaro encontrei! É um pássaro-bebê ainda!
- Sim, meu filho, estou vendo. Ele é ainda muito pequeno, menor que você. Precisa de cuidados, de comida e de amor. Você consegue cuidar dele?
- Consigo sim, mestre! Consigo sim!
- Quanto entusiasmo, Alebion! Então venha me visitar depois, quando ele estiver grande. Aliás, já escolheu um nome para ele?
- Já sim, mestre! Seu nome será Adarion.
Alebion não se continha em si, tamanha era sua felicidade. Chegando em casa, colocou Adarion em uma gaiola, deu-lhe comida, água, tratou seus ferimentos... Em agradecimento, Adarion sempre entoava as mais belas canções que poderiam vir de seu canto, e isso trazia mais e mais alegria a Alebion.
Mas, por algum motivo, Adarion não mais cantou. Suas canções eram sem brilho. Sua voz, sem cor. Alebion novamente ficou triste e foi ter com Mestre Lux.
- Mestre Lux, Adarion não quer mais cantar. Não sei o que fazer.
- Liberte-o, meu filho!
- Não, mestre! Adarion não sabe se cuidar sozinho. Eu sempre cuidei dele!
- Alebion, aquela gaiola é muito pequena para Adarion. Você cuidou tão bem dele que ele cresceu forte e saudável. Agora ele precisa de mais espaço. Ele precisa voar!
Relutante, Alebion voltou para casa, pegou a gaiola onde Adarion estava e foi à floresta do rio Vänskap. Ao chegar próximo a uma das margens do rio, ele abriu a gaiola. Adarion abriu suas asas e saltou no ar. Suas penas eram as mais belas entre as aves do céu. Seu vôo era elegante e majestoso. O som que saía de sua voz já não era um mero canto e, sim, um grito de liberdade.
Contente com o que acabara de ver, Alebion subiu à casa de Mestre Lux.
- Mestre, libertei Adarion, como o senhor me disse.
- E o que Adarion fez, meu filho?
- Ele voou, mestre. Percebi que havia muita satisfação e vigor em cada bater de suas asas. Consegui ver beleza nele novamente.
- E o que você acha que Adarion viu em você?
- Em mim, mestre? Não sei o que há para ser visto em mim!
- Pois eu sei. Você cresceu tão forte e tão belo quanto Adarion. Seus cuidados para com ele fizeram com que você aprendesse o valor do tempo, da dedicação e do amor. Não pense que a partida de Adarion seja um ato de ingratidão para com você. Quanto mais alto ele voar, mais alto levará você dentro dele. E todos aqui embaixo verão.
Alebion, um jovem rapaz dessa aldeia, foi até a casa de Mestre Lux, muito triste e sem motivos para sorrir.
- Meu filho, por que choras?
- Ah, mestre... Não vejo beleza na vida, não vejo razão alguma na existência!
- Pequeno Alebion, você ainda é muito jovem. Não tem porque se preocupar com um assunto tão profundo. Faça o seguinte: vá até a floresta e capture um pássaro-bebê.
- Mas mestre! Nem falei tudo o que queria lhe falar...
- Nem precisa. Vá e depois venha me mostrar seu pássaro.
Alebion fez o que Mestre Lux lhe aconselhara. Desceu a colina em direção à floresta, próxima ao rio Vänskap. Após adentrar à mata, seus sentidos estavam atentos a qualquer movimento... Até que ele avistou vários ninhos, em diversas copas. Subiu em muitos galhos, mas não se encantava por nenhuma ave.
Depois de algum tempo, e exausto pela procura, Alebion avistou um pássaro-bebê caído em um arbusto. Rapidamente, correu ao seu encontro e o retirou dos galhos que o prendiam. Alebion estava maravilhado com essa ave. Ele sabia que ela não era a mais bela, mas sabia que tinha encontrado a ave certa.
Sorridente e empolgado com seu pássaro-bebê, Alebion voltou à casa de Mestre Lux.
- Mestre Lux! Mestre Lux! Olha que lindo pássaro encontrei! É um pássaro-bebê ainda!
- Sim, meu filho, estou vendo. Ele é ainda muito pequeno, menor que você. Precisa de cuidados, de comida e de amor. Você consegue cuidar dele?
- Consigo sim, mestre! Consigo sim!
- Quanto entusiasmo, Alebion! Então venha me visitar depois, quando ele estiver grande. Aliás, já escolheu um nome para ele?
- Já sim, mestre! Seu nome será Adarion.
Alebion não se continha em si, tamanha era sua felicidade. Chegando em casa, colocou Adarion em uma gaiola, deu-lhe comida, água, tratou seus ferimentos... Em agradecimento, Adarion sempre entoava as mais belas canções que poderiam vir de seu canto, e isso trazia mais e mais alegria a Alebion.
Mas, por algum motivo, Adarion não mais cantou. Suas canções eram sem brilho. Sua voz, sem cor. Alebion novamente ficou triste e foi ter com Mestre Lux.
- Mestre Lux, Adarion não quer mais cantar. Não sei o que fazer.
- Liberte-o, meu filho!
- Não, mestre! Adarion não sabe se cuidar sozinho. Eu sempre cuidei dele!
- Alebion, aquela gaiola é muito pequena para Adarion. Você cuidou tão bem dele que ele cresceu forte e saudável. Agora ele precisa de mais espaço. Ele precisa voar!
Relutante, Alebion voltou para casa, pegou a gaiola onde Adarion estava e foi à floresta do rio Vänskap. Ao chegar próximo a uma das margens do rio, ele abriu a gaiola. Adarion abriu suas asas e saltou no ar. Suas penas eram as mais belas entre as aves do céu. Seu vôo era elegante e majestoso. O som que saía de sua voz já não era um mero canto e, sim, um grito de liberdade.
Contente com o que acabara de ver, Alebion subiu à casa de Mestre Lux.
- Mestre, libertei Adarion, como o senhor me disse.
- E o que Adarion fez, meu filho?
- Ele voou, mestre. Percebi que havia muita satisfação e vigor em cada bater de suas asas. Consegui ver beleza nele novamente.
- E o que você acha que Adarion viu em você?
- Em mim, mestre? Não sei o que há para ser visto em mim!
- Pois eu sei. Você cresceu tão forte e tão belo quanto Adarion. Seus cuidados para com ele fizeram com que você aprendesse o valor do tempo, da dedicação e do amor. Não pense que a partida de Adarion seja um ato de ingratidão para com você. Quanto mais alto ele voar, mais alto levará você dentro dele. E todos aqui embaixo verão.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Eu, por mim mesmo
Sou o João Rangel, o Joãozinho, o Jota, o Little. Sou pequeno mesmo, mas só na minha altura. Por dentro, guardo um mundo grandioso, de fantasias e desejos. Viajo nos meus devaneios piscianos. Faço projeções sobre tudo e todos a minha volta. Se algo está pra acontecer, meu corpo me revela, inclusive em sonhos.
Como um bom peixinho, também sei nadar em águas revoltas. Mas nadar cansa, às vezes. Daí, fico parado, nas ondinhas do mar, fugindo do tubarão que quer me afundar, da gaivota que quer me levar às alturas, e do anzol do pescador que quer me devorar.
É uma vida arriscada essa minha, mas tenho o mar inteiro para nadar. Não preciso ficar preso no seu aquário.
Como um bom peixinho, também sei nadar em águas revoltas. Mas nadar cansa, às vezes. Daí, fico parado, nas ondinhas do mar, fugindo do tubarão que quer me afundar, da gaivota que quer me levar às alturas, e do anzol do pescador que quer me devorar.
É uma vida arriscada essa minha, mas tenho o mar inteiro para nadar. Não preciso ficar preso no seu aquário.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Tantos tempos
Tempo... Um aliado... Um inimigo... De repente, em um tempo de solidão, trouxe-me companhia. Dediquei-lhe um tempo tão precioso que ela acabou se tornando amor. Um amor conveniente, convergente, convivente e consciente.
Um tempo difícil sobreviria. Passei por tormentas, e tormentos, que até mesmo a mente forte que eu julgava ter foi abalada e ferida. Meu tempo de dedicação tornou-se escasso. E caí num impasse: a escolha cruel entre o amor que nos dá à luz e o amor que nos dá luz.
Chegara o tempo de encenar. Atuei como um verdadeiro ator que, com maestria, jamais deixa qualquer um de seus públicos insatisfeitos. Mas nem Cristo agradou, nem agrada, a todos.
Sozinho, vi-me outra vez. Embora por pouco tempo, pareceu-me uma eternidade no breu. Qualquer relance de meu luzeiro era motivo para momentos de euforia, assim como seu apagar também me apagava. E em lágrimas me afogava.
O tempo passara. E quando já estava me acostumando à escuridão, minha luz raiou, como um amanhecer. Meu dia ficou tão claro! Eu não via nada mais além da luz.
De repente, o calor começou a diminuir, a luz já não era tão radiante... E por mais que eu corresse atrás dessa estrela, por mais que a amasse, ela partiu. Chegara o crepúsculo...
domingo, 24 de janeiro de 2010
O Kung Fu
Kung Fu: trabalho duro em tempo integral para adquirir habilidade.
Um pintor pode saber Kung Fu. Ou o açougueiro, que corta a carne todo dia com tanta habilidade que sua faca nunca toca os ossos.
Aprenda a forma, mas busque o que não tem forma. Ouça o que não tem som. Aprenda tudo e, então, esqueça tudo. Aprenda o caminho e, então, encontre o seu próprio.
O músico pode saber Kung Fu. Ou o poeta, que pinta quadros com palavras e faz chorar imperadores. Isso também é Kung Fu.
Mas não dê nome a ele, meu amigo, porque ele é como a água. Nada é mais mole do que a água. No entanto, ela pode dominar uma rocha. Ela não luta. Ela flui ao redor do seu adversário.
Sem forma, sem nome, o verdadeiro mestre reside no seu interior. Apenas você pode libertá-lo.
(Texto extraído do filme O Reino Proibido, estrelado por Jet Li e Jackie Chan)
Um pintor pode saber Kung Fu. Ou o açougueiro, que corta a carne todo dia com tanta habilidade que sua faca nunca toca os ossos.
Aprenda a forma, mas busque o que não tem forma. Ouça o que não tem som. Aprenda tudo e, então, esqueça tudo. Aprenda o caminho e, então, encontre o seu próprio.
O músico pode saber Kung Fu. Ou o poeta, que pinta quadros com palavras e faz chorar imperadores. Isso também é Kung Fu.
Mas não dê nome a ele, meu amigo, porque ele é como a água. Nada é mais mole do que a água. No entanto, ela pode dominar uma rocha. Ela não luta. Ela flui ao redor do seu adversário.
Sem forma, sem nome, o verdadeiro mestre reside no seu interior. Apenas você pode libertá-lo.
(Texto extraído do filme O Reino Proibido, estrelado por Jet Li e Jackie Chan)
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