Parei por um instante e vi o quão diferente eu sou. Vivi coisas que outros não suportariam nem entenderiam. Nem eu mesmo entendo como suportei tudo isso.
A vida me trouxe e me tirou pessoas que serviram, habilidosamente, como luzeiros, guiando meus passos ao próximo estágio de mim mesmo.
Eu precisava aprender sobre a brevidade do tempo, sobre a fragilidade das relações, sobre o auto-conhecimento. Aprender a cultivar valores, como a gratidão, a esperança, a franqueza. E repudiar a estagnação, o autoritarismo, o preconceito.
Não me é fácil ser o que sou...
Tenho procurado a beleza oculta nas pessoas. Ouvi-las e tentar doar um pouco de mim. É isso que todo ser humano procura: ser acolhido sem ser julgado.
A paciência me é uma dádiva!
Vez ou outra a vida me traz bocas inquietas e mãos desesperadas de pessoas carentes. Carentes de atenção, de um carinho ou de um simples abraço. E, às vezes, a mais improvável das relações pode ser a que nos fará enxergar tudo o que procuramos em nós mesmos.
domingo, 23 de janeiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Espelho d'água
Olhei para a lua hoje. Era a mesma lua que banhava nossos corpos seminus daquela vez. A mesma lua que assistiu nossa nudez de almas, os toques que acalentaram nosso sono, o sopro noturno que refrescou nossa pele suada...
Nossas bocas revelaram todo o universo que temos em cada um de nós. Também tive a mesma impressão que você: a de que já nos conheciamos.
No café da manhã, joguei à mesa meu passado tão presente, o qual você elegantemente não rejeitou. Bebeu de mim entre as torradas mesmo sabendo que minha aparente doçura pode esconder um ser amargo e arredio: uma fera ferida. Aos meus olhos sou assim. Ou melhor, estou assim...
Já mergulhei fundo num negro olhar, mas seus olhos cor de céu, cor de mar, são mais convidativos. Eles reluzem, me seduzem e me fazem querer me afogar em tão profundo espelho d'água. Restam poucos dias para terminar minha reclusão...
Ver seu rosto outra vez me fará muito bem.
Nossas bocas revelaram todo o universo que temos em cada um de nós. Também tive a mesma impressão que você: a de que já nos conheciamos.
No café da manhã, joguei à mesa meu passado tão presente, o qual você elegantemente não rejeitou. Bebeu de mim entre as torradas mesmo sabendo que minha aparente doçura pode esconder um ser amargo e arredio: uma fera ferida. Aos meus olhos sou assim. Ou melhor, estou assim...
Já mergulhei fundo num negro olhar, mas seus olhos cor de céu, cor de mar, são mais convidativos. Eles reluzem, me seduzem e me fazem querer me afogar em tão profundo espelho d'água. Restam poucos dias para terminar minha reclusão...
Ver seu rosto outra vez me fará muito bem.
Dora
Dora. Melhor dizendo: Maria Auxiliadora. Gente boa essa dona. Um amor sem igual. Um carinho sem explicação. Diziam até que foi por causa de um gatinho...
O que essa mulher tinha no peito não tinha nome, de tão forte que era. Foi ali que seus filhos cresceram, como rosas que sugam da Mãe Terra o seu alimento.
Era dali que saía a voz eufórica ao som da minha chegada. E tudo por causa de um gatinho...
Se eu soubesse alguma fórmula mágica, eu tinha enchido esse gatinho com super poderes de proteção. Ele seria seu fiel guardião. E nada lhe aconteceria.
Mas seria muito egoísmo meu privar os anjos de tão divertida companhia. Então quando a gente se encontrar outra vez,vou levar outro gatinho para ela.
(Essa é minha homenagem póstuma à Dora, mãe da Rose, uma mulher que me adorava sem explicação. Saudades de você, Dora!)
O que essa mulher tinha no peito não tinha nome, de tão forte que era. Foi ali que seus filhos cresceram, como rosas que sugam da Mãe Terra o seu alimento.
Era dali que saía a voz eufórica ao som da minha chegada. E tudo por causa de um gatinho...
Se eu soubesse alguma fórmula mágica, eu tinha enchido esse gatinho com super poderes de proteção. Ele seria seu fiel guardião. E nada lhe aconteceria.
Mas seria muito egoísmo meu privar os anjos de tão divertida companhia. Então quando a gente se encontrar outra vez,vou levar outro gatinho para ela.
(Essa é minha homenagem póstuma à Dora, mãe da Rose, uma mulher que me adorava sem explicação. Saudades de você, Dora!)
Luar do Sertão
Lá no luar do sertão,
A terra é batida, no chão.
Levanta, a poeira, da estrada.
Cheiro de terra molhada.
Galo, cavalo, pato,
E todo bicho do mato
Recebem a luz desse astro:
Pó de estrela é seu rastro.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Já te esqueci
Toda vez que passo naquele ponto de ônibus, fico olhando pra ver se te encontro. Vez ou outra, espio a porta da academia pra te ver entrar.
Meus dedos insistem em querer ligar ou mandar algum torpedo, mas não consigo, mesmo querendo muito ouvir sua voz.
Meu pensamento está toda hora em você. Tudo que quero dizer fica preso na minha garganta. Até as minhas lágrimas não querem cair. Elas insistem em esperar. Nem sei se devo esperar. Nem sei se devo falar tudo que sinto. Acho que não...
Depois de tanto tempo, eu ainda reviro minha memória e me apego às boas recordações. Só elas me confortam a sua ausência.
Chegará a hora em que você será menos que uma lembrança, pois todo dia tento te esquecer um pouco...
Já te esqueci.
Meus dedos insistem em querer ligar ou mandar algum torpedo, mas não consigo, mesmo querendo muito ouvir sua voz.
Meu pensamento está toda hora em você. Tudo que quero dizer fica preso na minha garganta. Até as minhas lágrimas não querem cair. Elas insistem em esperar. Nem sei se devo esperar. Nem sei se devo falar tudo que sinto. Acho que não...
Depois de tanto tempo, eu ainda reviro minha memória e me apego às boas recordações. Só elas me confortam a sua ausência.
Chegará a hora em que você será menos que uma lembrança, pois todo dia tento te esquecer um pouco...
Já te esqueci.
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