Ao fechar os olhos, um estranho brilho verde me iluminou as vistas. Sinal de esperança, talvez.
"Não há porque chorar por um amor que já morreu", dizia-me uma música que conheço tão bem. Mas será mesmo que morreu? E se morreu, já foi enterrado? Digo isso, pois depois que a terra cobre, não há mais volta. E lá embaixo, decompõe-se, definha-se e fede.
Amores perdidos, decepções, devaneios. Minhas palavras são melancólicas, eu sei. Mas não as acho tão exageradas assim. Sou um homem que ama e que continua a amar.
Por que? Porque são promessas que fiz a mim mesmo. Algumas eu já cumpri. Outras, ainda não. Mas a maior delas, e a mais audaciosa, é colocar-lhe na realeza. Vestir-lhe de púrpura e cobrir-lhe de jóias.
Todos os dias, essa promessa me cobra atenção. Manda-me crescer, lutar e guardar o espaço onde ficará seu trono.
O espaço já existe. Tens lugar cativo nele.
Em meu coração.
domingo, 21 de março de 2010
Rotina
Quero o afago da tua mão pela manhã.
Sentir seu hálito matinal
E ouvir sua voz, ainda rouca, me despertando.
Quero a sinfonia de xícaras e colheres em nosso café.
A mesa suja de pão, bolo,
Biscoitinhos e beijinhos.
Ao chegar no escritório,
Quero te ligar e lhe desejar
Um bom trabalho.
Perto do meio-dia,
Quero saber onde vamos almoçar:
Se num self-service, fast food ou rodízio qualquer.
No fim do expediente,
Quero sua dúvida sobre o itinerário
Que iremos tomar.
Em casa, quero a batucada das panelas do jantar,
A louça na pia para ser lavada
E um banho gostoso para ninar.
E na manhã seguinte,
Quero o afago da tua mão...
Sentir seu hálito matinal
E ouvir sua voz, ainda rouca, me despertando.
Quero a sinfonia de xícaras e colheres em nosso café.
A mesa suja de pão, bolo,
Biscoitinhos e beijinhos.
Ao chegar no escritório,
Quero te ligar e lhe desejar
Um bom trabalho.
Perto do meio-dia,
Quero saber onde vamos almoçar:
Se num self-service, fast food ou rodízio qualquer.
No fim do expediente,
Quero sua dúvida sobre o itinerário
Que iremos tomar.
Em casa, quero a batucada das panelas do jantar,
A louça na pia para ser lavada
E um banho gostoso para ninar.
E na manhã seguinte,
Quero o afago da tua mão...
terça-feira, 16 de março de 2010
Passagem do tempo
Começou numa terça, a conversa saudosa.
Eu, na rua, na chuva, imagem penosa.
Meu prato não tinha mais nenhum sabor.
Assim, eu o era pra ti: sem valor.
Subi de asas negras a visitar Teresa
E desci à orla procurando mesa.
Festejei a vida de pessoa amada
E você fervendo na batucada.
No sol de Ipanema, olhei para o mar.
O vento, o seu nome, a sussurrar.
Naveguei ao encontro da Ilha do Amor,
Pedindo forças contra minha dor.
"Idas e vindas do amor" em cartaz,
O sentimento de outrora me é tão fugaz.
Amigos reunidos, minha salvação,
Brindando a minha vida, em oração.
São João, meu xará, procurei seu altar.
Em vão, admito, não achei o lugar.
À orla voltei, novos rostos a ver.
Foge-me o medo de não mais lhe ter.
No teatro, a luz ilumina o ator.
Na rua, novos rumos para o meu amor.
Eu, na rua, na chuva, imagem penosa.
Meu prato não tinha mais nenhum sabor.
Assim, eu o era pra ti: sem valor.
Subi de asas negras a visitar Teresa
E desci à orla procurando mesa.
Festejei a vida de pessoa amada
E você fervendo na batucada.
No sol de Ipanema, olhei para o mar.
O vento, o seu nome, a sussurrar.
Naveguei ao encontro da Ilha do Amor,
Pedindo forças contra minha dor.
"Idas e vindas do amor" em cartaz,
O sentimento de outrora me é tão fugaz.
Amigos reunidos, minha salvação,
Brindando a minha vida, em oração.
São João, meu xará, procurei seu altar.
Em vão, admito, não achei o lugar.
À orla voltei, novos rostos a ver.
Foge-me o medo de não mais lhe ter.
No teatro, a luz ilumina o ator.
Na rua, novos rumos para o meu amor.
domingo, 14 de março de 2010
De você
De você, espero desprezo e indiferença.
De você, incerteza, desconfiança.
Amor não correspondido,
Felicidade não compartilhada.
Pensamentos não convergentes,
Vidas separadas.
Não, não e não.
Negação após negação.
Você não responde,
Ele não entende,
Eu não aceito.
Você não me aceita,
Ele não se importa,
Eu não mudo...
Mudo, por não ter palavras.
Cego, por não ver nada além de ti.
Surdo, para a voz do insucesso.
Mas, ainda assim, ávido por você.
De você, incerteza, desconfiança.
Amor não correspondido,
Felicidade não compartilhada.
Pensamentos não convergentes,
Vidas separadas.
Não, não e não.
Negação após negação.
Você não responde,
Ele não entende,
Eu não aceito.
Você não me aceita,
Ele não se importa,
Eu não mudo...
Mudo, por não ter palavras.
Cego, por não ver nada além de ti.
Surdo, para a voz do insucesso.
Mas, ainda assim, ávido por você.
Pela janela
Pela abertura da janela, o vento entrou. Inesperado como um raio, cortou o céu, rasgou a noite.
Vento... ar em movimento. Elemento de seu signo. Soprou, balançando a cortina. Desfazendo meus cabelos, despertando-me de meu leve sono. Na solidão da madrugada, teus olhos me alcançam. Talvez, por causa da mensagem, ainda sem resposta, que lhe enviei antes de deitar.
Que tolice a minha! Como uma única pessoa, a qual sempre existiu sem mim, e eu sem ela, pode me causar tanta nostalgia?!
Antes, cada um era si mesmo. Mundos individuais, histórias independentes. Os dois viraram um só. Um corpo, um pensamento. Crescemos um no outro. Éramos mestre e aprendiz. Dividiamos o espaço e o tempo. E também o mesmo leito.
Agora, fico eu aqui, revirando-me em minha cama.
Vento... ar em movimento. Elemento de seu signo. Soprou, balançando a cortina. Desfazendo meus cabelos, despertando-me de meu leve sono. Na solidão da madrugada, teus olhos me alcançam. Talvez, por causa da mensagem, ainda sem resposta, que lhe enviei antes de deitar.
Que tolice a minha! Como uma única pessoa, a qual sempre existiu sem mim, e eu sem ela, pode me causar tanta nostalgia?!
Antes, cada um era si mesmo. Mundos individuais, histórias independentes. Os dois viraram um só. Um corpo, um pensamento. Crescemos um no outro. Éramos mestre e aprendiz. Dividiamos o espaço e o tempo. E também o mesmo leito.
Agora, fico eu aqui, revirando-me em minha cama.
domingo, 7 de março de 2010
Lado P
Para aquele que me deu inspiração, seus olhares mais sinceros, os abraços mais gostosos, beijos inesquecíveis. Para aquele que foi dono das minhas risadas, dos meus planos, dos meus sonhos, das minhas madrugadas. Ao cara do meu primeiro "te amo", aquele que me fez pensar puramente nos pensamentos mais impuros.
Ele... A risada mais gostosa, os cachos mais lindos, o cheiro original. Dono da coberta que presenciou nosso afeto, dono de inúmeros corações repletos de textos sentimentais. Aquele que me ensinou a sentir sem ter medo. Ele, que me fez as mais lindas juras de amor. Aquele que me fez sentir completa, que viu em mim o que ninguém mais viu e, mesmo assim, quis ficar do meu lado. O dono do meu sentimento à primeira vista. Meu confidente, companheiro.
"Queria dormir com você pra saber que vou acordar e te ver..."(1) Para aquele das aventuras e da mais perto distância. Aquele que me tirava do sério, mas que com um gesto me roubava de volta pra si. Para aquele com quem mais gastei tinta escrevendo inúmeras cartas. O meu final e o meu começo.
Se eu soubesse que seria assim, teria aproveitado muito mais cada segundo ao seu lado. Mas tenho certeza de que nada foi em vão. Afinal, "no meio de tanta gente, eu encontrei você, entre tanta gente chata e sem nenhuma graça, você veio..."(2)
Espero que tenha me tornado a maravilhosa lembrança que você é para mim. E, pelo menos, nas nossas lembranças, o nosso amor nunca vai ter um fim.
(O texto acima é de autoria de J. Martinelli [http://www.youtube.com/user/Jeemartinelli], o qual ela encaixou na música "Os outros", do cantor e compositor Leoni [http://www.youtube.com/user/Jeemartinelli#p/a/u/1/zXaEtmGEmcI].
Fiz algumas correções ortográficas, mas nada que alterasse a essência dessa belissíma dedicatória.)
(1) Não achei a autoria dessa citação.
(2) Citação de Marisa Monte, em "Não vá embora".
Ele... A risada mais gostosa, os cachos mais lindos, o cheiro original. Dono da coberta que presenciou nosso afeto, dono de inúmeros corações repletos de textos sentimentais. Aquele que me ensinou a sentir sem ter medo. Ele, que me fez as mais lindas juras de amor. Aquele que me fez sentir completa, que viu em mim o que ninguém mais viu e, mesmo assim, quis ficar do meu lado. O dono do meu sentimento à primeira vista. Meu confidente, companheiro.
"Queria dormir com você pra saber que vou acordar e te ver..."(1) Para aquele das aventuras e da mais perto distância. Aquele que me tirava do sério, mas que com um gesto me roubava de volta pra si. Para aquele com quem mais gastei tinta escrevendo inúmeras cartas. O meu final e o meu começo.
Se eu soubesse que seria assim, teria aproveitado muito mais cada segundo ao seu lado. Mas tenho certeza de que nada foi em vão. Afinal, "no meio de tanta gente, eu encontrei você, entre tanta gente chata e sem nenhuma graça, você veio..."(2)
Espero que tenha me tornado a maravilhosa lembrança que você é para mim. E, pelo menos, nas nossas lembranças, o nosso amor nunca vai ter um fim.
(O texto acima é de autoria de J. Martinelli [http://www.youtube.com/user/Jeemartinelli], o qual ela encaixou na música "Os outros", do cantor e compositor Leoni [http://www.youtube.com/user/Jeemartinelli#p/a/u/1/zXaEtmGEmcI].
Fiz algumas correções ortográficas, mas nada que alterasse a essência dessa belissíma dedicatória.)
(1) Não achei a autoria dessa citação.
(2) Citação de Marisa Monte, em "Não vá embora".
Três meses
16 de outubro de 2006 - 02:39 - A MENSAGEM
Só queria te dizer que quero você do meu lado por mais muitos e muitos meses, pois quero continuar sendo feliz do seu lado, realizando meus sonhos, assistindo a realização dos seus e concretizando os nossos. Esses três poucos meses foram maravilhosos pra mim e acredito que pra você também foi, pois tudo entre nós é recíproco, é dividido, é mútuo, é verdadeiro. Obrigado por estar sempre ao meu lado, nos momentos de alegria ou dificuldade. Te amo! E escrevendo essas palavras, meu coração não aguenta e transborda em forma de lágrimas. Peço desculpas por ser chato às vezes, ou por agir de alguma forma que te incomode, te magoe, sei lá. Quero que sua família seja muito feliz, assim como quero a minha também. Muitos beijos e abraços. Agora vou dormir, porque já são 02:35 e você pediu pra eu dormir cedo.
16 de outubro de 2006 - 22:20 - A RESPOSTA
Você não toma jeito, né? Só dorme tarde, não come direito, não estuda... Mas é desse jeito que você me encantou e me encanta ainda. Todos os dias têm sido como o primeiro, o mesmo desejo intenso e a mesma paixão sem medidas. Hoje eu sei que nossos corações se completam em total harmonia e se entregam sem medos um ao outro. Eu também sou chato com você às vezes, mas é porque me preocupo com você, com sua escola, trabalho, família, ou seja, com tudo que lhe é importante. Faço isso porque sei que você tem um potencial incrível, mesmo que algumas pessoas não vejam. Eu enxergo dentro de você e você também enxerga tudo em mim. Amo o seu olhar, amo viver com você, amo o que você faz comigo e por mim. Amo amar você, meu bebê! Fica com Deus!
Só queria te dizer que quero você do meu lado por mais muitos e muitos meses, pois quero continuar sendo feliz do seu lado, realizando meus sonhos, assistindo a realização dos seus e concretizando os nossos. Esses três poucos meses foram maravilhosos pra mim e acredito que pra você também foi, pois tudo entre nós é recíproco, é dividido, é mútuo, é verdadeiro. Obrigado por estar sempre ao meu lado, nos momentos de alegria ou dificuldade. Te amo! E escrevendo essas palavras, meu coração não aguenta e transborda em forma de lágrimas. Peço desculpas por ser chato às vezes, ou por agir de alguma forma que te incomode, te magoe, sei lá. Quero que sua família seja muito feliz, assim como quero a minha também. Muitos beijos e abraços. Agora vou dormir, porque já são 02:35 e você pediu pra eu dormir cedo.
16 de outubro de 2006 - 22:20 - A RESPOSTA
Você não toma jeito, né? Só dorme tarde, não come direito, não estuda... Mas é desse jeito que você me encantou e me encanta ainda. Todos os dias têm sido como o primeiro, o mesmo desejo intenso e a mesma paixão sem medidas. Hoje eu sei que nossos corações se completam em total harmonia e se entregam sem medos um ao outro. Eu também sou chato com você às vezes, mas é porque me preocupo com você, com sua escola, trabalho, família, ou seja, com tudo que lhe é importante. Faço isso porque sei que você tem um potencial incrível, mesmo que algumas pessoas não vejam. Eu enxergo dentro de você e você também enxerga tudo em mim. Amo o seu olhar, amo viver com você, amo o que você faz comigo e por mim. Amo amar você, meu bebê! Fica com Deus!
Um mês
14 de agosto de 2006 - 02:56 - A MENSAGEM
Hoje faz um mês que você apareceu na minha vida. Ou melhor, que eu te encontrei, te descobri. Fico feliz em saber que ainda temos o resto de nossas vidas (que, com a graça de Deus, será longa e feliz) pra nos amarmos. Obrigado por você existir, não só aqui fora, neste mundo, mas também dentro de mim... (não consigo mais falar!). Só falta sua boca aqui próxima à minha para que, com um beijo, possamos unir nossos corpos e nossas almas.
14 de agosto de 2006 - 23:34 - A RESPOSTA
Um mês... e parece que te conheço há uma vida inteira. Na verdade, você é o ideal de pessoa que sonhei pra mim. Muito mais do que amante, você tem sido meu companheiro. Tem feito dos meus problemas e tristezas seus também. E melhor do que isso, tem trazido alegria a um cara que não procurava o amor. Mas o amor acabou se encostando, tão doce e tão suave quanto a brisa e, ao mesmo tempo, tão quente e tão desejável quanto os seus beijos. Todos os dias, desde que te conheci, quando acordo, quando deito e durante todo o meu dia, o brilho dos teus olhos alcança minha mente, trazendo a saudade do teu corpo e a certeza de que cada encontro nosso será como o primeiro. Agradeço a Deus todos os dias que tive e que terei com você, pois foi você que escolhi para viver a eternidade comigo.
Hoje faz um mês que você apareceu na minha vida. Ou melhor, que eu te encontrei, te descobri. Fico feliz em saber que ainda temos o resto de nossas vidas (que, com a graça de Deus, será longa e feliz) pra nos amarmos. Obrigado por você existir, não só aqui fora, neste mundo, mas também dentro de mim... (não consigo mais falar!). Só falta sua boca aqui próxima à minha para que, com um beijo, possamos unir nossos corpos e nossas almas.
14 de agosto de 2006 - 23:34 - A RESPOSTA
Um mês... e parece que te conheço há uma vida inteira. Na verdade, você é o ideal de pessoa que sonhei pra mim. Muito mais do que amante, você tem sido meu companheiro. Tem feito dos meus problemas e tristezas seus também. E melhor do que isso, tem trazido alegria a um cara que não procurava o amor. Mas o amor acabou se encostando, tão doce e tão suave quanto a brisa e, ao mesmo tempo, tão quente e tão desejável quanto os seus beijos. Todos os dias, desde que te conheci, quando acordo, quando deito e durante todo o meu dia, o brilho dos teus olhos alcança minha mente, trazendo a saudade do teu corpo e a certeza de que cada encontro nosso será como o primeiro. Agradeço a Deus todos os dias que tive e que terei com você, pois foi você que escolhi para viver a eternidade comigo.
Dois velhinhos
Vi dois velhinhos hoje. Estava chovendo forte e ambos andavam sob o mesmo guarda-chuva. Seus passos seguiam no mesmo ritmo e, por vezes, eram idênticos.
Perguntei a mim mesmo: "Há quantos anos eles devem estar juntos?". Pareciam ter uma cumplicidade que independia de palavras, gestos ou olhares. Já estava na pele, na respiração. Pensei: "É um amor assim que quero pra mim!"
E eu, igualmente sob a chuva, ouvia músicas que me remetiam ao meu feliz passado. Canções que aprendi a gostar. Letras e melodias que tomavam forma, e pareciam com você. Na verdade, elas são você! São sua essência, seu mote.
A verdade tem sido uma ilusão pra mim. As lágrimas turvam minha visão, mas não caem. Meu corpo chama o nome do teu.
E por mais brega que seja meu intento, escolhi você pra viver a eternidade comigo. Por isso, tenho medo de deixar você partir, pois não aprendi a te amar. Te amei desde o início.
Perguntei a mim mesmo: "Há quantos anos eles devem estar juntos?". Pareciam ter uma cumplicidade que independia de palavras, gestos ou olhares. Já estava na pele, na respiração. Pensei: "É um amor assim que quero pra mim!"
E eu, igualmente sob a chuva, ouvia músicas que me remetiam ao meu feliz passado. Canções que aprendi a gostar. Letras e melodias que tomavam forma, e pareciam com você. Na verdade, elas são você! São sua essência, seu mote.
A verdade tem sido uma ilusão pra mim. As lágrimas turvam minha visão, mas não caem. Meu corpo chama o nome do teu.
E por mais brega que seja meu intento, escolhi você pra viver a eternidade comigo. Por isso, tenho medo de deixar você partir, pois não aprendi a te amar. Te amei desde o início.
terça-feira, 2 de março de 2010
Protesto pelo amor
- Amiga, olha o que ele me disse: “Você é o amor da minha vida! Quero viver contigo pra sempre!”
- Sério? E o que você falou?
- Não falei nada! Ai, amiga... Não dá! Pra sempre é muito tempo!
Cansei de ouvir frases do tipo: “Ah tenho mais é que aproveitar!”, “Eu vou ficar velho e não terei aproveitado nada!”, “Quero ter vários amores na minha vida!”.
Há pessoas que ainda não se deram conta de que o tempo passará, a beleza findará e nada restará, a não ser lembranças. Mas como alguém pode trocar o certo pelo duvidoso?
É claro que é ótimo essa coisa de pele, de sentir o cheiro de outra pessoa, sentir o calor, as mãos passando pelas costas, pernas e por lugares, obviamente, mais interessantes. E onde fica o amor nisso tudo?
Os mais liberais dirão que amores e desamores vêm e vão. Falem por si só! Pois meu amor não é uma peça de roupa, a qual eu tiro de uma pessoa e coloco em outra com tanta facilidade.
Embora meu modo de vida seja moderno (e impróprio, na opinião de alguns), ainda acredito naquele amor que nos faz rir quando está perto, e chorar quando está longe. Aquele amor que cresce com o tempo e que teima em nos deixar quando termina.
Por isso, deixo aqui meu protesto no mundo cibernético, com traços de luto e de esperança ao mesmo tempo!
- Sério? E o que você falou?
- Não falei nada! Ai, amiga... Não dá! Pra sempre é muito tempo!
Cansei de ouvir frases do tipo: “Ah tenho mais é que aproveitar!”, “Eu vou ficar velho e não terei aproveitado nada!”, “Quero ter vários amores na minha vida!”.
Há pessoas que ainda não se deram conta de que o tempo passará, a beleza findará e nada restará, a não ser lembranças. Mas como alguém pode trocar o certo pelo duvidoso?
É claro que é ótimo essa coisa de pele, de sentir o cheiro de outra pessoa, sentir o calor, as mãos passando pelas costas, pernas e por lugares, obviamente, mais interessantes. E onde fica o amor nisso tudo?
Os mais liberais dirão que amores e desamores vêm e vão. Falem por si só! Pois meu amor não é uma peça de roupa, a qual eu tiro de uma pessoa e coloco em outra com tanta facilidade.
Embora meu modo de vida seja moderno (e impróprio, na opinião de alguns), ainda acredito naquele amor que nos faz rir quando está perto, e chorar quando está longe. Aquele amor que cresce com o tempo e que teima em nos deixar quando termina.
Por isso, deixo aqui meu protesto no mundo cibernético, com traços de luto e de esperança ao mesmo tempo!
Começou assim
O primeiro papo foi no MSN, a altas horas. Um papo tímido e incerto, mas repleto de curiosidade. Várias perguntas, várias questões, várias novidades.
O primeiro telefonema, na tarde seguinte, foi muito engraçado. Sua voz, um pouco infantil, me fez pensar: “Nossa, que voz de criança!”, mas mesmo assim, era uma voz doce e confiável, daquelas que você quer ouvir sempre.
No mesmo dia, o primeiro encontro. Meu coração estava nervoso! Eu não sabia nem o que falar. Enquanto esperávamos o elevador, eu torcia para que o mesmo estivesse vazio. E estava!
Ali, o primeiro beijo. Um pouco desajustado, confesso. No entanto, nesse simples juntar de lábios, pude sentir algo mágico que estava por vir.
Morando no mesmo bairro, viemos embora juntos. Conheci sua casa pela primeira vez. Estávamos sós na cozinha. E lá, um beijo mais longo e caliente.
No dia seguinte, o primeiro encontro de nossos corpos seminus. Mais do que beijos e amassos, vi em seus olhos o que vejo até hoje: desejo. E talvez tenha sido por causa deles que nunca consegui me desvencilhar de você.
Dali a poucos minutos, estávamos sentados. Você entre minhas pernas, com a cabeça apoiada em meu peito. Cheguei em seus ouvidos e perguntei: “Quer namorar comigo?”. Para nossa felicidade, você disse sim.
E foi assim que tudo começou.
O primeiro telefonema, na tarde seguinte, foi muito engraçado. Sua voz, um pouco infantil, me fez pensar: “Nossa, que voz de criança!”, mas mesmo assim, era uma voz doce e confiável, daquelas que você quer ouvir sempre.
No mesmo dia, o primeiro encontro. Meu coração estava nervoso! Eu não sabia nem o que falar. Enquanto esperávamos o elevador, eu torcia para que o mesmo estivesse vazio. E estava!
Ali, o primeiro beijo. Um pouco desajustado, confesso. No entanto, nesse simples juntar de lábios, pude sentir algo mágico que estava por vir.
Morando no mesmo bairro, viemos embora juntos. Conheci sua casa pela primeira vez. Estávamos sós na cozinha. E lá, um beijo mais longo e caliente.
No dia seguinte, o primeiro encontro de nossos corpos seminus. Mais do que beijos e amassos, vi em seus olhos o que vejo até hoje: desejo. E talvez tenha sido por causa deles que nunca consegui me desvencilhar de você.
Dali a poucos minutos, estávamos sentados. Você entre minhas pernas, com a cabeça apoiada em meu peito. Cheguei em seus ouvidos e perguntei: “Quer namorar comigo?”. Para nossa felicidade, você disse sim.
E foi assim que tudo começou.
Noite de chuva
- O que somos hoje?
- Não sei.
- Não sei? Acho que a essa altura dos acontecimentos, você já deveria ser capaz de assumir uma posição. Tem medo de me machucar?
- Talvez.
- Novamente, a incerteza.
- Olha, por enquanto, acho melhor não nos vermos. Quem sabe, no futuro, sejamos amigos e...
- Suponhamos que sejamos amigos hoje. E embora meu amor por você não lhe faça me amar, como eu poderia lhe deixar na chuva, sabendo que você mora a poucos minutos de mim? Seria muita falta de cortesia.
- Agradeço sua preocupação.
- Disponha. Sabe que não consigo evitar.
- É, eu sei. Mas você sabe muito bem que meu namorado não iria gostar.
- Só se você contar. Além do mais, o que fizemos de errado?
- Nada.
- Pois é. Nada!
- Sim, mas sinto como se estivesse o traindo. Você me entende, né?
- Claro, sempre entendo seu lado. Aliás, foi por te entender tão bem que não me importei em você ter ido conversar com ele. Sinceramente, pensei que esse seu desabafo com ele pudesse lhe ajudar a ficar bem e nos ajudar em nossa relação.
- Você estava com outros planos, nos quais eu não me sentia estar presente. Não que fosse culpa sua, mas acho que ainda não posso assumir algo tão importante assim. Preciso aproveitar a vida enquanto eu posso!
- É... a aventura do novo, do desconhecido, sempre lhe encheu os olhos. No entanto, eu não tenho nada de interessante e inovador pra lhe oferecer, a não ser uma relação estável e duradoura. Luzes, cores, imagens, brilho: tudo isso eu sei que ele pode lhe mostrar. Não que isso seja mal. Fui seu 1º namorado. Seria muito injusto lhe privar de outras experiências.
- Obrigado pela sua compreensão. Não quis fazer nenhuma injustiça com você. Foi por isso que usei toda a franqueza que pude reunir, para que nosso término não fosse traumático.
- E eu agradeço esse seu gesto nobre. Mas você sabe que boa parte da minha felicidade está em você, né? E que eu gostaria muito que nossas vidas se juntassem outra vez, né?
- Não vamos forçar nada. Se tivermos que ficar juntos, ficaremos. Não duvide!
- Não sei.
- Não sei? Acho que a essa altura dos acontecimentos, você já deveria ser capaz de assumir uma posição. Tem medo de me machucar?
- Talvez.
- Novamente, a incerteza.
- Olha, por enquanto, acho melhor não nos vermos. Quem sabe, no futuro, sejamos amigos e...
- Suponhamos que sejamos amigos hoje. E embora meu amor por você não lhe faça me amar, como eu poderia lhe deixar na chuva, sabendo que você mora a poucos minutos de mim? Seria muita falta de cortesia.
- Agradeço sua preocupação.
- Disponha. Sabe que não consigo evitar.
- É, eu sei. Mas você sabe muito bem que meu namorado não iria gostar.
- Só se você contar. Além do mais, o que fizemos de errado?
- Nada.
- Pois é. Nada!
- Sim, mas sinto como se estivesse o traindo. Você me entende, né?
- Claro, sempre entendo seu lado. Aliás, foi por te entender tão bem que não me importei em você ter ido conversar com ele. Sinceramente, pensei que esse seu desabafo com ele pudesse lhe ajudar a ficar bem e nos ajudar em nossa relação.
- Você estava com outros planos, nos quais eu não me sentia estar presente. Não que fosse culpa sua, mas acho que ainda não posso assumir algo tão importante assim. Preciso aproveitar a vida enquanto eu posso!
- É... a aventura do novo, do desconhecido, sempre lhe encheu os olhos. No entanto, eu não tenho nada de interessante e inovador pra lhe oferecer, a não ser uma relação estável e duradoura. Luzes, cores, imagens, brilho: tudo isso eu sei que ele pode lhe mostrar. Não que isso seja mal. Fui seu 1º namorado. Seria muito injusto lhe privar de outras experiências.
- Obrigado pela sua compreensão. Não quis fazer nenhuma injustiça com você. Foi por isso que usei toda a franqueza que pude reunir, para que nosso término não fosse traumático.
- E eu agradeço esse seu gesto nobre. Mas você sabe que boa parte da minha felicidade está em você, né? E que eu gostaria muito que nossas vidas se juntassem outra vez, né?
- Não vamos forçar nada. Se tivermos que ficar juntos, ficaremos. Não duvide!
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