domingo, 14 de março de 2010

Pela janela

Pela abertura da janela, o vento entrou. Inesperado como um raio, cortou o céu, rasgou a noite.

Vento... ar em movimento. Elemento de seu signo. Soprou, balançando a cortina. Desfazendo meus cabelos, despertando-me de meu leve sono. Na solidão da madrugada, teus olhos me alcançam. Talvez, por causa da mensagem, ainda sem resposta, que lhe enviei antes de deitar.

Que tolice a minha! Como uma única pessoa, a qual sempre existiu sem mim, e eu sem ela, pode me causar tanta nostalgia?!

Antes, cada um era si mesmo. Mundos individuais, histórias independentes. Os dois viraram um só. Um corpo, um pensamento. Crescemos um no outro. Éramos mestre e aprendiz. Dividiamos o espaço e o tempo. E também o mesmo leito.

Agora, fico eu aqui, revirando-me em minha cama.

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