domingo, 7 de março de 2010

Dois velhinhos

Vi dois velhinhos hoje. Estava chovendo forte e ambos andavam sob o mesmo guarda-chuva. Seus passos seguiam no mesmo ritmo e, por vezes, eram idênticos.

Perguntei a mim mesmo: "Há quantos anos eles devem estar juntos?". Pareciam ter uma cumplicidade que independia de palavras, gestos ou olhares. Já estava na pele, na respiração. Pensei: "É um amor assim que quero pra mim!"

E eu, igualmente sob a chuva, ouvia músicas que me remetiam ao meu feliz passado. Canções que aprendi a gostar. Letras e melodias que tomavam forma, e pareciam com você. Na verdade, elas são você! São sua essência, seu mote.

A verdade tem sido uma ilusão pra mim. As lágrimas turvam minha visão, mas não caem. Meu corpo chama o nome do teu.

E por mais brega que seja meu intento, escolhi você pra viver a eternidade comigo. Por isso, tenho medo de deixar você partir, pois não aprendi a te amar. Te amei desde o início.

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