Andréa. Sim, ela mesma. Sorridente, alegre, desprendida. Por vezes, se passa por atriz: representando, encenando, arranjando as coisas; tudo para se fazer entender.
Não adianta querer detê-la, pois ela encara, luta, arrisca-se, desvencilha-se, vence. E além disso, quando sorri, parece a Glória Maria...
(Rio de Janeiro, 24/03/2004. Texto descritivo, a pedido da Andréa Estrela, professora de redação do Pré-Vestibular São Sebastião. Claro que eu tinha que descrevê-la. E ela é isso tudo MESMO)
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Sobre meu travesseiro
Ontem, lágrimas derramei. Aos poucos, elas formaram um rio. Suas águas eram doces como o sabor da sua boca, e se depositaram em meu travesseiro.
Ah, se eu pudesse me afogar todas as noites nos seus lábios!
Ah, quem me dera sentir seu calor em cada centímetro do meu corpo!
Ah, se eu pudesse me afogar todas as noites nos seus lábios!
Ah, quem me dera sentir seu calor em cada centímetro do meu corpo!
domingo, 18 de outubro de 2009
As palavras e eu
Oscilante. É como posso resumir minha relação com a escrita e a leitura. E embora eu saiba que praticando-as alcanço eficácia ao usá-las, nem sempre tenho disponibilidade para tal.
No âmbito da escrita, gosto de ter liberdade, sem me prender a temas ou opiniões de terceiros. No entanto, é necessário inspiração e, em certos momentos, admito não a possuir.
Ao ler, preciso encontrar algo nos textos que me seduza, como um convite a um banquete, onde eu possa desfrutar de sabores já familiares e experimentar outros desconhecidos.
Enfim, preciso ter afinidade pela forma em que as palavras estão dispostas para poder me utilizar delas.
(Texto feito também no Pré-Vestibular São Sebastião. Nesse dia, eu estava sem inspiração nenhuma. Ainda mais com um tema desses. Tem até um comentário da Edileusa nesse rascunho que achei: "Nossa! Olha que você me disse que não estava saindo nada da sua cabeça! Imagina se tivesse saindo? Muito bom!")
No âmbito da escrita, gosto de ter liberdade, sem me prender a temas ou opiniões de terceiros. No entanto, é necessário inspiração e, em certos momentos, admito não a possuir.
Ao ler, preciso encontrar algo nos textos que me seduza, como um convite a um banquete, onde eu possa desfrutar de sabores já familiares e experimentar outros desconhecidos.
Enfim, preciso ter afinidade pela forma em que as palavras estão dispostas para poder me utilizar delas.
(Texto feito também no Pré-Vestibular São Sebastião. Nesse dia, eu estava sem inspiração nenhuma. Ainda mais com um tema desses. Tem até um comentário da Edileusa nesse rascunho que achei: "Nossa! Olha que você me disse que não estava saindo nada da sua cabeça! Imagina se tivesse saindo? Muito bom!")
Meu coração
Meu coração, pálido,
Se encontra gélido.
É quase um sólido.
E de forma errônea
Se entremeia
Em meio a um sonho.
Vive a procurar.
Não pára de tentar.
Quer algo encontrar.
Por que está assim,
Batendo forte em mim?
Será esse o fim?
Não!
Dispensa o temor
E retorna ao fulgor.
Assuma esse amor!
Transpõe a solidão
E agarra a emoção...
Assim é meu coração.
Se encontra gélido.
É quase um sólido.
E de forma errônea
Se entremeia
Em meio a um sonho.
Vive a procurar.
Não pára de tentar.
Quer algo encontrar.
Por que está assim,
Batendo forte em mim?
Será esse o fim?
Não!
Dispensa o temor
E retorna ao fulgor.
Assuma esse amor!
Transpõe a solidão
E agarra a emoção...
Assim é meu coração.
Esperando o melhor
O abandono e o descaso continuam afligindo os moradores de rua do Rio de Janeiro. Pessoas que, sem ter onde morar e como sustentar a própria família, vivem nas ruas, sob viadutos e marquises, esperando a caridade dos transeuntes.
- Perdi minha casa numa enchente, por causa das chuvas - afirmou Maria Antônia que, com o filho no colo, aguardava por esmolas ao pé da Igreja Nossa Senhora da Penha.
Josefa dos Santos, dona de casa, que estava visitando a igreja, disse que dar esmolas é um "alívio temporário".
- Não adianta dar esmolas a essas pessoas, pois quando o dinheiro acabar, irão pedir por mais. É um alívio temporário - afirmou.
Enquanto se espera por alguma campanha de resgate aos moradores de rua, essa população desfavorecida continua a viver em condições desumanas.
(Rio de Janeiro, 23/03/2004. Andréa Estrela, professora de redação do Pré-Vestibular São Sebastião, pediu que nós fizessemos uma redação como se fosse uma notícia de jornal. Segue o comentário dela: "Ótima apresentação dos fatos, seja aqueles que fazem parte da explicação do autor, ou as falas das pessoas sobre o assunto. Um único deslize foi a não igualdade do tempo verbal das formas em destaque. Verifique-as. No geral, um texto muito bom.")
- Perdi minha casa numa enchente, por causa das chuvas - afirmou Maria Antônia que, com o filho no colo, aguardava por esmolas ao pé da Igreja Nossa Senhora da Penha.
Josefa dos Santos, dona de casa, que estava visitando a igreja, disse que dar esmolas é um "alívio temporário".
- Não adianta dar esmolas a essas pessoas, pois quando o dinheiro acabar, irão pedir por mais. É um alívio temporário - afirmou.
Enquanto se espera por alguma campanha de resgate aos moradores de rua, essa população desfavorecida continua a viver em condições desumanas.
(Rio de Janeiro, 23/03/2004. Andréa Estrela, professora de redação do Pré-Vestibular São Sebastião, pediu que nós fizessemos uma redação como se fosse uma notícia de jornal. Segue o comentário dela: "Ótima apresentação dos fatos, seja aqueles que fazem parte da explicação do autor, ou as falas das pessoas sobre o assunto. Um único deslize foi a não igualdade do tempo verbal das formas em destaque. Verifique-as. No geral, um texto muito bom.")
Herança Perfeita
Filho meu,
Criança dos meus sonhos,
Te levarei no meu braço,
Onde seres medonhos
Não terão espaço.
E quando subires a escada do viver,
Sentirás meu carinho ao teu lado:
Um caso de amor que, sem perceber,
Aconteceu lá atrás, no passado.
Subirás até alcançar o Sol
E o tomarás como eu te disser.
Serás também um farol
Para aquele que depois de ti vier.
(Rio de Janeiro, 18/03/2004. Diego Veríssimo, professor de redação no Pré-Vestibular São Sebastião pediu que fizessemos uma poesia. Saiu isso!)
Criança dos meus sonhos,
Te levarei no meu braço,
Onde seres medonhos
Não terão espaço.
E quando subires a escada do viver,
Sentirás meu carinho ao teu lado:
Um caso de amor que, sem perceber,
Aconteceu lá atrás, no passado.
Subirás até alcançar o Sol
E o tomarás como eu te disser.
Serás também um farol
Para aquele que depois de ti vier.
(Rio de Janeiro, 18/03/2004. Diego Veríssimo, professor de redação no Pré-Vestibular São Sebastião pediu que fizessemos uma poesia. Saiu isso!)
Só tu
De todos que me beijaram,
De todos que me abraçaram,
Foram tantos que nem sei.
Foram tantos que me amaram,
Foram tantos que amei.
Mas tu, de rude contraste.
Tu que jamais me beijaste,
Tu que jamais me abraçaste,
Só tu nesta alma ficaste,
De todos que eu amei.
(Rio de Janeiro, 27/05/2005. A Nádyla, uma das minhas amigas no Pré-Vestibular São Sebastião, me deu esse texto. Não sei se é de autoria dela ou de outra pessoa, mas vale a pena compartilhá-lo)
De todos que me abraçaram,
Foram tantos que nem sei.
Foram tantos que me amaram,
Foram tantos que amei.
Mas tu, de rude contraste.
Tu que jamais me beijaste,
Tu que jamais me abraçaste,
Só tu nesta alma ficaste,
De todos que eu amei.
(Rio de Janeiro, 27/05/2005. A Nádyla, uma das minhas amigas no Pré-Vestibular São Sebastião, me deu esse texto. Não sei se é de autoria dela ou de outra pessoa, mas vale a pena compartilhá-lo)
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Tem a ver comigo, sim
"Charme é conseguir a resposta 'sim' sem ter feito nenhuma pergunta clara." (Albert Camus)
Sabe aqueles dias em que você se acha "o cara"? Então, meus dias têm sido assim. Coisas novas vêm acontecendo. Novas pessoas têm aparecido.
Não sei se tudo isso é pra melhor ou pior. Fato é que minha vida está em outro rumo, mesmo com saudades do que eu tinha antes.
Sabe aqueles dias em que você se acha "o cara"? Então, meus dias têm sido assim. Coisas novas vêm acontecendo. Novas pessoas têm aparecido.
Não sei se tudo isso é pra melhor ou pior. Fato é que minha vida está em outro rumo, mesmo com saudades do que eu tinha antes.
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