segunda-feira, 13 de junho de 2011

Bom moço

Sua ausência começa a me doer. Nem te conheço direito, nem cabe ainda dizer que te amo, mas meu coração já aperta se não te vejo. E salta quando vejo.

Em dias de frio como o de hoje, meu corpo ferve, meu sono fica leve e minha cabeça não relaxa sobre o travesseiro.

Tô tentando ser sutil, ser o menos invasivo possível, pra não lhe afugentar de mim. Sei da tua história, conheço teus receios...

Serei bom moço e esperarei.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Providencial

Providencial. É como posso definir nosso encontro de ontem. Você, mãos e caras e bocas e xingamentos pra todos os lados, feito criança pedindo doce.


Será que foi essa vontade de abraço, de carinho, que nos levou ao mesmo lugar? Não sei. Só sei que depois que você prendeu minha perna na sua, aí mesmo é que perdi a noção das coisas.


Minha vontade era ser, de fato, seu divã, aguardar seu corpo por cima de mim e tirar você desse turbilhão.


Não vou nem quero projetar nada. Só quero escrever um pouco a cada dia.

Rosa da Alvorada

Em meio aos cadernos, saudoso,
Lembrei de ti.
Entre palavras que ainda não me são minhas,
Seu rosto me alcançou.


Rosa da Alvorada,
Que há tempos me perfuma a vida.
Rebento do anjo que me guarda.


Desejo-te uma linda noite de sono!
(Isso, porque lembrei de você).