Ao fechar os olhos, um estranho brilho verde me iluminou as vistas. Sinal de esperança, talvez.
"Não há porque chorar por um amor que já morreu", dizia-me uma música que conheço tão bem. Mas será mesmo que morreu? E se morreu, já foi enterrado? Digo isso, pois depois que a terra cobre, não há mais volta. E lá embaixo, decompõe-se, definha-se e fede.
Amores perdidos, decepções, devaneios. Minhas palavras são melancólicas, eu sei. Mas não as acho tão exageradas assim. Sou um homem que ama e que continua a amar.
Por que? Porque são promessas que fiz a mim mesmo. Algumas eu já cumpri. Outras, ainda não. Mas a maior delas, e a mais audaciosa, é colocar-lhe na realeza. Vestir-lhe de púrpura e cobrir-lhe de jóias.
Todos os dias, essa promessa me cobra atenção. Manda-me crescer, lutar e guardar o espaço onde ficará seu trono.
O espaço já existe. Tens lugar cativo nele.
Em meu coração.
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