Parei por um instante e vi o quão diferente eu sou. Vivi coisas que outros não suportariam nem entenderiam. Nem eu mesmo entendo como suportei tudo isso.
A vida me trouxe e me tirou pessoas que serviram, habilidosamente, como luzeiros, guiando meus passos ao próximo estágio de mim mesmo.
Eu precisava aprender sobre a brevidade do tempo, sobre a fragilidade das relações, sobre o auto-conhecimento. Aprender a cultivar valores, como a gratidão, a esperança, a franqueza. E repudiar a estagnação, o autoritarismo, o preconceito.
Não me é fácil ser o que sou...
Tenho procurado a beleza oculta nas pessoas. Ouvi-las e tentar doar um pouco de mim. É isso que todo ser humano procura: ser acolhido sem ser julgado.
A paciência me é uma dádiva!
Vez ou outra a vida me traz bocas inquietas e mãos desesperadas de pessoas carentes. Carentes de atenção, de um carinho ou de um simples abraço. E, às vezes, a mais improvável das relações pode ser a que nos fará enxergar tudo o que procuramos em nós mesmos.
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