terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Tantos tempos

Tempo... Um aliado... Um inimigo... De repente, em um tempo de solidão, trouxe-me companhia. Dediquei-lhe um tempo tão precioso que ela acabou se tornando amor. Um amor conveniente, convergente, convivente e consciente.

Um tempo difícil sobreviria. Passei por tormentas, e tormentos, que até mesmo a mente forte que eu julgava ter foi abalada e ferida. Meu tempo de dedicação tornou-se escasso. E caí num impasse: a escolha cruel entre o amor que nos dá à luz e o amor que nos dá luz.

Chegara o tempo de encenar. Atuei como um verdadeiro ator que, com maestria, jamais deixa qualquer um de seus públicos insatisfeitos. Mas nem Cristo agradou, nem agrada, a todos.

Sozinho, vi-me outra vez. Embora por pouco tempo, pareceu-me uma eternidade no breu. Qualquer relance de meu luzeiro era motivo para momentos de euforia, assim como seu apagar também me apagava. E em lágrimas me afogava.

O tempo passara. E quando já estava me acostumando à escuridão, minha luz raiou, como um amanhecer. Meu dia ficou tão claro! Eu não via nada mais além da luz.

De repente, o calor começou a diminuir, a luz já não era tão radiante... E por mais que eu corresse atrás dessa estrela, por mais que a amasse, ela partiu. Chegara o crepúsculo...

Hoje, aguardo no frio da noite, esperando que um novo tempo traga minha luz pela manhã.

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