sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A você, amigo

"Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!" (Vinícius de Moraes)

Já se imaginou sem chão? Agora imagine se não houvesse alguém que lhe puxasse para cima.
Já se imaginou sem rumo? Imagine se não houvesse quem segurasse suas mãos e endireitasse seus passos.
Amigos são presentes que a vida nos dá. E é a você, amigo, que escrevo.

A você, amigo, que me chama pra balada, pra maratonas de cinema, pra algum quiosque UP, viagens a Rio das Ostras ou qualquer outra parada. Não porque você seja "de pista" (tá, você é um pouco), mas porque você não quer me ver triste, chorando solitário, perdido em meus devaneios piscianos.

A você, amigo, que na verdade é um amigo recente, que pouco sabe de mim e eu pouco sei de você. Mas mesmo assim, há sinceridade nos nossos papos, nos nossos risos discretos, no seu sotaque mineiro. Com você, percebi que ainda é possível haver pureza nas pessoas.

A você, amiga, que não poderia deixar de ser citada aqui. Que é a 1ª a saber das minhas alegrias e das minhas dores. Você que já riu comigo, chorou comigo, riu por minha causa e chorou por minha causa também. Nem sei colocar em palavras o que sinto por você. Só sei que sinto e gosto de sentir.

A você, amigo, que é quase um pai pra mim. Você me ensina a superar os limites do meu corpo e da minha mente. Suas palavras me marcam como os golpes que desfere, com a força de um urso, a leveza de um gato, a precisão de uma águia, a beleza de uma garça. Você não deixa meu espírito esmorecer diante dos desafios que a vida me impõe.

A você, amigo, que acompanhou minhas lágrimas no seu quarto. Você que tem conselhos dignos, tão dignos quanto suas interjeições. Não importa o babado que aconteça, se tem muita ou pouca confusão, ou se há gritaria daqui e dali. Você adora o perigo do novo, dos riscos em prol da felicidade.

A vocês, amigos, que se verão em minhas palavras, agradeço pelo carinho, pelos conselhos e, principalmente, por me manterem em pé. Amo vocês!

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