Olho no espelho.
Quem eu sou?
Meu rosto já não é como antes.
Tampouco eu.
Folheio um livro
Buscando algo que me alente.
Luto com minhas lágrimas.
Não quero comover ninguém
Nem divulgar meu lamento,
Mas é aqui,
Na solidão do meu quarto
Que reflito sobre meus dias.
Amigos são benvindos.
Amores, idem.
Mas minha convicta reclusão
Tem-me feito crescer.
Mudo meus traços,
Mudo meus hábitos,
Mudo o imutável.
Traço outros passos,
Habituo-me em novos braços...
Conheço a mim.
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