
Vivo no limiar de minha loucura,
Vago na chuva, na noite, sempre à procura.
Deixei de lado toda a sanidade
Para buscar a minha humanidade.
- Você é louco! - me dizem.
- Vá viver! - me ordenam.
Eu vivo a vida que escolhi viver
E morrerei do jeito que há de ser.
Ando, tropeço, caio, levanto
E com minhas mãos enxugo meu pranto.
- Por que isso agora? - indagam.
- Você ainda é jovem! - concluem.
Porque é assim que à noite sonho
Mesmo vivendo um presente medonho.
Revejo o passado, vislumbro o amanhã
E um dia minha história não terá sido vã.
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